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Programa Diocesano de Pastoral 2016/2017

ANO PASTORAL 2016/2017

PROGRAMA PASTORAL

Chamados, com Maria, a ser discípulos e testemunhas do Evangelho da Alegria e do Amor

Temos presente que a programação do ano pastoral em curso – 2016/2017 – vem completar o caminho iniciado em 2012/2013, conduzidos pelo lema inspirador “ide e anunciai o Evangelho” (cf Mc 10, 15) – na comunhão eclesial, testemunhar Cristo vivo.

Assumimos como objetivo geral deste quinquénio: responder ao chamamento que Cristo ressuscitado faz, hoje, à sua Igreja, num mundo em profundas e complexas transformações.

Paralelamente continuamos a assumir, como resposta a este objetivo geral, as seguintes propostas gerais operativas indicadas na reflexão e partilha sinodal que, entretanto, realizámos, em sintonia com a Igreja em Portugal:

–    a exigência da formação cristã;

–    o empenho criativo, ardente e frutuoso na Nova Evangelização;

–    a descoberta de novas formas de exercício do ministério sacerdotal;

–    a implementação da diversidade de ministérios laicais.

Apoiados, igualmente, nas propostas pastorais do Santuário de Fátima em ordem à celebração do Centenário das Aparições e inspirados no objetivo geral para este sexénio, enunciámos cada objetivo específico anual com o “apelativo” chamados à fé, ao amor, à santidade, à vida.

Chegados a 2016/2017, como prevíamos, em clima mariano e porque, entretanto, beneficiámos de três importantes documentos – as exortações pós sinodais, A Alegria do Evangelho e A Alegria do Amor, e a Bula do Ano Jubilar O Rosto da Misericórdia –, encerramos o quinquénio com o apelo chamados, com Maria, a ser discípulos e testemunhas do Evangelho da Alegria e do Amor.

É este o objetivo específico que inspirará a nossa programação pastoral ao longo de 2016/2017, apoiados nas propostas indicadas pela Assembleia Plenária do Conselho Diocesano de Pastoral.

PRINCÍPIOS INSPIRADORES

  1. Maria ocupa um lugar único na história da salvação, no mistério de Cristo e da Igreja. “A Igreja olha Maria através de Jesus, como olha Jesus através de Maria” (João Paulo II, Redemptoris Mater 26).

Maria, na sua maternidade, ilumina a fé e a espiritualidade do cristão e a missão pastoral da Igreja: “leva-nos a aprender o segredo da alegria cristã, lembrando-nos que o cristianismo é, antes de tudo, Evangelho, boa notícia que tem o seu centro e o seu conteúdo na pessoa de Jesus Cristo, o Verbo feito carne, único Salvador do Mundo” (João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae 20).

  1. “A Virgem Maria, pelo seu papel insubstituível no mistério de Cristo, representa a imagem e o modelo da Igreja. Também a Igreja, como fez a mãe de Cristo, é chamada a acolher em si o mistério de Deus que habita nela… a refletir cada vez mais o seu verdadeiro rosto no qual Deus se aproxima e encontra os homens. A Igreja, corpo vivo de Cristo, tem a missão de prolongar na terra a presença salvífica de Deus, de abrir o mundo a algo maior do que ele mesmo, ao amor e à luz de Deus” (Bento XVI, Homilia, 26/03/2012):

queremos aprender, com Maria, a edificar uma Igreja que seja “uma casa para muitos, uma Mãe para todos” (Evangelii Gaudium 288);

– Como Maria, “as famílias são convidadas a viver com coragem e serenidade, os desafios familiares tristes e entusiasmantes, e a guardar e meditar no coração as maravilhas de Deus (cf Lc 2, 19.51). No tesouro do coração de Maria, estão também todos os acontecimentos de cada uma das nossas famílias, que Ela guarda solicitamente. Por isso pode ajudar-nos a interpretá-los de modo a reconhecer a mensagem de Deus na história familiar” (Amoris Laetitia 30).

  1. Propomo-nos cultivar o estilo mariano na realização da missão que Cristo nos confiou: ide e anunciai o Evangelho (cf EG 288):

– “Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela vemos que humildade e ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”.

– Maria “sabe reconhecer os vestígios do Espírito Santo tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem impercetíveis”:

– é “contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos”;

– é “mulher orante e trabalhadora em Nazaré”, e “a Senhora da prontidão, que sai à pressa (Lc 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros.”

  1. “Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé tendo a Virgem Maria por Mestra; lá ela ergueu a sua cátedra para ensinar aos pequenos Videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar” (Bento XVI, Visita ad limina 2007).

“Graça e misericórdia, graça do Amor misericordioso – eis a síntese da mensagem de Fátima e da revelação do Deus compassivo que, no seu amor trinitário, se inclina sobre todos os sofrimentos humanos, sobre a humanidade, para lhes fazer sentir a sua ternura, para se manifestar Pai amoroso de toda a criatura” (D. António Marto, Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia, Carta Pastoral, no Centenário das Aparições).

“A doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos todos redescobrir a alegria da ternura de Deus. Ninguém como Maria conheceu a profundidade do mistério de Deus feito homem. Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne” (Francisco, Misericordiae Vultus 24).

PROPOSTAS PASTORAIS

Sem descurar as propostas gerais operativas que nos têm acompanhado desde 2012/2013, bem como as resultantes do estudo alargado e participado sobre a Exortação A Alegria do Evangelho; dos apelos que a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima nos fez e da envolvência do Ano da Misericórdia em curso, do qual já recebemos importantes contributos através dos jubileus realizados, com especial relevância para o Jubileu das Famílias, vamos prosseguir em comunhão de Igreja, apoiados e ajudados, a nível de Diocese, Vigararias, Paróquias, Serviços e Movimentos, pelas seguintes propostas de ação pastoral:

Diocese

  1. Promover a formação de agentes da pastoral familiar, segundo as propostas da Exortação A Alegria do Amor (CEFLA).
  2. Continuar a cuidar da formação de agentes da pastoral a todos os níveis, nomeadamente no serviço de moderadores de celebrações dominicais e no serviço de exéquias na ausência de presbítero. (CEFLA)
  3. Instituir o Centro Diocesano do Catecumenado de Adultos:

– estruturar e coordenar a formação para os sacramentos da iniciação cristã, apoiando as Paróquias / Vigararias;

– organizar uma celebração diocesana dos ritos de admissão ao catecumenado e da eleição ao batismo.

  1. Continuar a investir na formação dos catequistas, para que possam transmitir não só as “verdades da fé”, como também proporcionar:

– o encontro pessoal com Cristo, para que Ele se torne o centro e o ideal de vida dos catequizandos;

– a partilha do testemunho de vida cristã do catequista, expressão da vida da comunidade cristã: o livro de catequese por excelência;

– espaços de verdadeira experiência de comunidade, família, oração, prática socio caritativa e compromisso missionário;

– o envolvimento das famílias na catequese dos filhos de modo a ser assumida não como atividade extracurricular, mas como experiência de vida e de comunhão com Deus e com a comunidade cristã, fundamental para a maturidade da fé.

  1. Promover um conhecimento mais aprofundado sobre a “espiritualidade de Fátima”:

– Maria no mistério de Cristo e da Igreja;

– especificidade da mensagem de Fátima;

– “purificar/fundamentar” a devoção e o culto mariano (tendo em conta que 43 das 81 paróquias do Algarve são “marianas”);

– organizar uma peregrinação diocesana ao santuário da Mãe Soberana (a partir de um percurso espiritual, retiro, reflexões…).

  1. Celebração do Dia da Igreja Diocesana (03 de Junho de 2017) como convergência do caminho percorrido.

Vigararia

  1. Promover espaços de formação e encontro, na etapa pós crisma (cf AL 231-241), respeitantes ao namoro, no âmbito do discernimento vocacional (família e consagração religiosa).
  2. Promover ações missionárias a partir das paróquias, numa envolvência de testemunho, permuta e partilha, valorizando ações nas periferias e iniciativas de voluntariado…

Paróquias

  1. Promover a constituição e funcionamento dos Conselhos Pastorais Paroquiais, valorizando a ação própria dos leigos, no que lhes é específico.
  2. Valorizar e integrar o contributo dos Movimentos nas diversas ações da pastoral paroquial.
  3. Privilegiar a pedagogia do ano litúrgico na edificação de comunidades vivas e missionárias.
  4. Fazer do mês de outubro um mês especialmente dedicado às famílias, em ordem à sua integração mais plena na vida paroquial:

– valorizar a integração da família na catequese dos filhos;

– promover a celebração jubilar das famílias (visita familiar ao batistério; renovação familiar das promessas batismais);

– realizar uma celebração paroquial expressiva do caminho percorrido, no último domingo de outubro (dia 30).

  1. Criar um serviço paroquial para acompanhamento:

– dos jovens casais, de modo estruturado e estável (cf AL 217-222);

– dos casais em dificuldade (cf AL 231-241), inclusive após rutura e divórcio (cf AL 241-246).

  1. Dar realce a celebrações familiares: bênção das grávidas, crianças, idosos, e aniversários matrimoniais.
  2. Desenvolver e colaborar em iniciativas de interajuda, perante as bolsas de pobreza existentes nas paróquias.
  3. Continuar a promover iniciativas paroquiais de sensibilização, oração e empenho no âmbito do chamamento ao ministério ordenado e à vida consagrada, em conjugação com a pastoral juvenil, vocacional e o pré-seminário, através de:

– grupos paroquiais de apoio e acompanhamento vocacional;

– encontros da catequese, grupos de jovens, acólitos, movimentos juvenis e famílias;

– testemunhos de consagração a Deus no ministério ordenado e na vida consagrada (religiosa ou secular).

  1. Estabelecer a obrigatoriedade de um retiro para todos os jovens crismandos.