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Cáritas Diocesana ofereceu equipamento informático a criança com paralesia cerebral

Os olhos do menino de 8 anos brilhavam e, deslumbrado com a oferta que lhe estava a ser feita, agradecia repetidamente. O acontecimento que teve lugar na autarquia de Monchique, no passado dia 22 de Dezembro, tratou-se da entrega de um computador portátil com apoios especiais a uma criança que nasceu com paralesia cerebral. A oferta da Cáritas Diocesana do Algarve, agora formalizada, foi possível graças à angariação de fundos através da acção “Dez Milhões de Estrelas – Um Gesto de Paz”, realizada no Algarve no Natal de 2003. Tendo rendido cerca de 2975 euros, as verbas reunidas com a venda de velas e fotoforos possibilitaram a aquisição de algumas canadianas e andarilhos, sendo que o restante foi agora aplicado na compra deste equipamento informático que custou cerca de 1770 euros. Para além do computador portátil, o “presente de Natal” para o Francisco Nunes incluiu também um apoio de mãos, um suporte para livros e extrados encaixáveis para suporte dos pés. O menino, natural de Monchique, é aluno do 2º ano da Escola E/B 1, n.º 1 de São Pedro naquela vila serrana e, para além de ter nascido com paralesia cerebral que lhe afecta visivelmente a locomoção e domínios dos membros da parte direita do corpo, sofre ainda de uma luxação congénita que lhe foi diagnosticada na anca direita. Segundo Carlos Oliveira, presidente da Cáritas Diocesana, «o equipamento oferecido tem por objectivo contribuir para a progressão da criança no seu percurso escolar, sendo que a utilização dos meios informáticos é, presentemente, indispensável para qualquer estudante». Anabela Nunes, garante que o filho «sempre gostou de computadores», pois, somente com três anos, manifestava já interesse por aprender a ler por meio do computador. A mãe, mostrando-se esperançada que o novo equipamento «contribua muito na evolução» do seu filho, assegura que a notícia da oferta foi recebida em casa «com enorme satisfação». «Era uma coisa que ele me pedia há muito tempo e que eu não teria possibilidade de lhe dar, pois sou sozinha e o meu ordenado não o permite», refere. Catarina Morgadinho, socióloga da autarquia monchiquense, refere que «a Câmara soube do caso através do seu departamento de acção social, pelo acompanhamento que é feito junto das escolas». A técnica referiu ainda que, antes de ser solicitado o apoio da Cáritas Diocesana, a Câmara Muncipal teve acesso a um relatório técnico da Associação Portuguesa de Paralesia Cerebral, no qual foi não só estudada a situação concreta do Francisco, mas também indicado o material e o fornecedor o­nde o mesmo poderia ser adquirido. De forma a que o pequeno Francisco tire do equipamento o máximo partido, a Cáritas Diocesana do Algarve comprometeu-se ainda a financiar a compra de uma impressora.

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