Terça-feira 22 de Outubro de 2019
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Presidente da CNIS pediu a comparticipação do Estado para “valores justos”

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) alertou no XIII Congresso Nacional das Misericórdias, que decorreu de 7 a 10 deste mês em Albufeira, no Palácio de Congressos do Algarve, com a participação de mais de 700 congressistas, que é preciso “reconduzir a comparticipação do Estado aos valores justos” para com aqueles parceiros sociais.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Lino Maia advertiu para dois riscos, caso essa atualização não seja feita. “Ou o encerramento das instituições ou o desvio das instituições que em lugar de privilegiarem as pessoas e os grupos de indivíduos economicamente desfavorecidos é evidente que têm de caminhar para outro extrato social”, alertou, considerando que a segunda opção significaria um desvio daquela que é a sua função.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote, que participou na última sexta-feira, juntamente com a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, num painel sobre o tema “Tutela e cooperação: um desafio permanente”, lembrou ser obrigação do Estado “apoiar sustentavelmente” e lamentou que a comparticipação das despesas das instituições seja neste momento de 38%, quando “o expectável é que nunca descesse abaixo de 50%”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Aquele responsável considerou, por isso, que “o grande desafio que neste momento se coloca é o da sustentabilidade deste setor com políticas sustentáveis e com financiamento ajustado”. “É importante que, como forma de sustentabilidade, pensemos também na dos nossos trabalhadores e na suficiente e justa remuneração”, acrescentou.

O dirigente reclamou o respeito do Estado por aquelas instituições. “O respeito é importante e, às vezes, parece que não abunda em certos serviços do Estado, nomeadamente fiscalizações que são feitas e que não respeitam, muitas vezes, nem os dirigentes, nem as instituições, nem o setor. É preciso respeitar, é preciso ter apreço, é preciso ter consideração”, observou.

O XIII Congresso Nacional das Misericórdias foi organizado pela União das Misericórdias Portuguesa em articulação com o Secretariado Regional de Faro daquela instituição, sob o tema “Missão, Rigor e Compromisso”.

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