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Retiro de Acólitos confirmou que há falta de formação naqueles agentes de pastoral

Sob o tema “Falai Senhor, que o teu servo escuta”, a iniciativa destinou-se a adolescente com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos e foi orientada pelo padre Carlos Aquino, assistente do Centro Diocesano de Acólitos. Segundo o padre Carlos Aquino, «embora o encontro fosse apelidado de retiro foi mais propriamente um encontro com sabor a retiro». «Uma vez que os jovens têm imensa dificuldade em fazer silêncio, o encontro teve uma dinâmica própria que versou o aprofundamento do serviço que eles prestam como acólitos nas paróquias e também entender o ministério que eles desempenham como um chamamento e uma correspondência à própria vocação», complementou o sacerdote. Nesse sentido, e estando a diocese do Algarve a viver um ano pastoral particularmente dedicado à valorização das vocações de especial consagração, o encontro procurou também ser para os participantes «um apelo a discernirem qual a vocação a que o Senhor os chama na Igreja», salientou o padre Carlos Aquino, acrescentando ser preciso ter presente que «grande parte das vocações da diocese surgem na sequência do desempenho do ministério do acolitado». Depois de um interregno de quase 11 anos, esta foi a actividade que marcou o reinício daquele serviço diocesano, agora com equipa renovada. O encontro começou por, na manhã de sábado, proporcionar aos jovens acólitos a visualização de filme sobre a vida de São Francisco de Assis, a que se seguiu um trabalho de grupos para reflexão sobre os apelos do próprio filme, a realidade concreta do santo de Assis e o seu valor para a Igreja. À tarde, com base em alguns textos bíblicos, sobretudo na passagem do primeiro livro de Samuel que relata a história da sua vocação, foi sugerido aos acólitos que fizessem um trabalho de carácter mais pessoal, em silêncio, de contemplação e adoração eucarística. A partir desses textos os adolescentes aprofundaram então o chamamento que o Senhor lhes dirige, a cada um, e reflectiram também sobre o seu exercício pessoal do ministério de acólitos. Após esta acção, o Centro Diocesano de Acólitos pensa já organizar um outro encontro do género para acólitos com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos pois, como constatou o padre Carlos Aquino, «há muita falta de formação a respeito do exercício dos vários ministérios e também dos acólitos». «Notou-se isso até pela participação destes jovens e chamou-nos a atenção de que é preciso maior organização a nível paroquial, apostar muito no decoro e na própria harmonia em como se presta o serviço (com dignidade, mas sabendo o que se está a fazer) e tentar organizar as associações», concretizou o assistente do Centro Diocesano de Acólitos, que deixou uma outra certeza: «é preciso regularizar o rito de admissão dos acólitos em todas as paróquias». Entre as acções já agendadas por este serviço diocesano encontram-se os encontros vicariais para Fevereiro e Março e o Dia Diocesano dos Acólitos, a 10 de Junho de 2005.

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