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REVOLUÇÃO DEMOGRÁFICA

Actualmente os idosos prefazem 600 milhões, nas próximas décadas, até ao ano 2050 atingirão dois biliões. Assim sendo, o mundo na data referida terá mais pessoas acima dos 60 anos que pessoas com menos de 15 anos… Este fenómeno deve-se, sem dúvida alguma, aos cuidados de sáude, tanto na linha preventiva como na linha curativa, à boa alimentação, à habitação mais confortável, entre muitos outro meios técnicos que proporcionam as mais variadas facilidades à nossa vida e ao nosso bem estar físico. Ora, uma vez que os homens e as mulheres se irão aproximar, cada vez mais, tardiamente do ocaso da vida, é mister que se crie uma mentalidade nova no sentido de se proporcionar aos idosos um ambiente de felicidade relativa, está claro, mas o­nde a compreensão e o amor seja uma constante. Aliás, os idosos que viveram e se empenharam nos mais diversos labores e tarefas, constribuindo para o progresso social, merecem, sem dúvida, viver os últimos anos com dignidade e serenidade… Neste ponto não posso deixar de recordar um precioso livro escrito por um dos maiores autores e oradores forenses da Antiguidade Clássica – Cícero, intitulado: “De Senectute”, isto é “Acerca de velhice ou sobre a velhice”. Este é, sem dúvida, um daqueles livros que deveria ser lido por todos os responsáveis por instituições para a terceira idade… Diz Cícero que a velhice não é nenhuma doença, mas é uma fase da vida que é preciso viver com sabedoria e coragem. E sobre a morte escreveu: “Não consideres a morte causa para lamentações já que a ela se segue a imortalidade”. E tece as mais variadas considerações e comparações sobre a “idade que floresci” e a “idade que esmurece”. E vai avisando os jovens dizendo-lhes: “uma juventude voluptosa e desregrada lega à velhice um corpo já exausto”, acrescentando que devem seguir os conselhos dos velhos que os encaminham à prática da virtude. Fala ainda das mais variadas qualidades e virtudes dos idosos que tanto podem influenciar as juventudes… Enfim, também hoje podemos afirmar: uma sociedade que não cuida, nem estima os seus idosos é uma sociedade doente porque lhe falta sensibilidade e amor.

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