Acorreram a este Conselho, além de membros da Equipa Responsável Nacional e do seu assistente, o padre António Belo, casais e assistentes vindos, para além da diocese anfitriã, das dioceses de Angra, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu, num total de cerca de 100 pessoas. D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve, que esteve alguns momentos no Conselho, deixou palavras de apreço pelo serviço desenvolvido pelo CPM, manifestou a sua alegria e gratidão pelo facto do evento estar a ocorrer, pela primeira vez, na diocese algarvia e desejou os melhores frutos ao Conselho e a todas as dioceses. O momento de informação-formação do conselho, subordinado ao 5º Tema CPM – “Nova situação-Novas exigências”, teve a participação de um par de noivos, pais de uma menina de 6 anos, a frequentarem um CPM no sentido da preparação do seu casamento católico que vão realizar proximamente. Testemunharam a opção pela vida, aceitando a gravidez, e adaptando-se às novas exigências que a nova situação lhes trouxera, interrompendo, concretamente, o curso universitário. Seguiu-se a apresentação do testemunho de um casal, que esteve empenhado no CPM e na Pastoral da Família, no Algarve, que afirmou que «o casamento, sendo, à partida, uma nova situação, ele é, por natureza, um espaço de novidade permanente o­nde novas exigências se fazem sentir e para as quais o casal tem de estar aberto e ter capacidade de dar resposta oportuna e adequada». Referiram e demonstraram como acolheram e superaram, entre muitas situações, a permanente adaptação mútua, a inserção na família do cônjuge, as mutabilidades do trabalho, o nascimento dos filhos, a doença, o apoio aos progenitores e, agora, o casamento do primeiro filho – um conjunto de situações a exigirem muito do casal e de cada cônjuge. Da fundamentação teológica, apresentada pelo padre Henrique Varela, assistente diocesano do CPM do Algarve, concluiu-se que «o casamento é um espaço de crescimento na complementaridade e que todo o crescimento precisa de adaptação». Após o intervalo as 14 dioceses presentes partilharam as acções levadas a efeito ao longo do ano pastoral. Antes das vésperas a Equipa Responsável Nacional deu algumas informações de carácter nacional e internacional, justificou a necessidade do Conselho proceder a uma alteração dos Estatutos, tendo em conta os Códigos Civil e Canónico, de modo a que o CPM possa ser considerada «uma associação representativa das famílias com todos os direitos e obrigações que a lei lhe confere». Houve, ainda, tempo, para falar sobre o sitio do CPM na Internet, com um pedido às dioceses para colaborarem na actualização daquele espaço formativo e informativo. O Casal Delegado da CPM-Portugal junto do CNMO – Conselho Nacional de Movimentos e Obras falou da sua acção e das acções levadas a efeito por esse organismo relativamente ao apostolado dos leigos. No domingo, após a oração das laudes, seguiu-se a eleição do Casal Presidente Nacional para o triénio de 2005/2008 – Maria de Lurdes e Aires Pereira Barata, da diocese de Lisboa. De seguida foram avaliadas e marcadas as datas de diversas actividades com a atribuição de incumbências especiais às dioceses do Algarve, Setúbal e Viana do Castelo. Feitos os agradecimentos habituais, os trabalhos encerraram com a Celebração Eucarística, a que se seguiram o almoço e a despedida.