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Documentação Eclesial

A FORMAÇÃO DOS CANDIDATOS AO SACERDÓCIO

 

«Subiu ao monte, chamou para junto de Si aqueles que entendeu e eles foram ter com Ele. Estabeleceu doze que estiveram com Ele e também para os enviar a pregar e para que tivessem o poder de expulsar demónios» (Mc. 3, 13-15).

 

«Que estivessem com Ele»: nestas palavras, não é difícil ler o «acompanhamento vocacional» dos Apóstolos por parte de Jesus. Depois de os ter chamado e antes de os enviar, melhor, para os poder enviar a pregar, o Senhor pede-lhes um «tempo» de formação, destinado a desenvolver uma relação de comunhão e de amizade profunda Consigo mesmo. A estes, reserva Ele uma catequese mais aprofundada do que ao povo (cf. Mt. 13, 11), e quer que sejam testemunhas da sua silenciosa oração ao Pai (cf. Jo 17, 1-26; Lc. 22, 39-45).

Na sua solicitude relativamente às vocações sacerdotais, a Igreja de todos os tempos inspira-se no exemplo de Cristo. Foram, e em boa parte são ainda agora, muito diversas as formas concretas, segundo as quais a Igreja se foi empenhando na pastoral vocacional, destinada não só a discernir, mas também, a «acompanhar» as vocações ao sacerdócio. Mas o espírito, que as deve animar e sustentar, permanece idêntico: o de conduzir ao sacerdócio só aqueles que foram chamados e educá-los adequadamente, ou seja, com consciente e livre adesão e envolvimento de toda a sua pessoa com Jesus Cristo, que chama à intimidade de vida com Ele e à partilha da Sua missão de salvação. Neste sentido, o «seminário» nas suas diversificadas formas, e de modo análogo a «casa de formação» dos sacerdotes religiosos, antes de ser um lugar, um espaço material, representa um espaço espiritual, um itinerário de vida, uma atmosfera que favorece e assegura um processo formativo, de modo que aquele que é chamado por Deus ao sacerdócio possa tornar-se, pelo sacramento da Ordem, imagem viva de Cristo Cabeça e Pastor da Igreja.”

Da Exortação Apostólica “Pastores dabo vobis” nº42