A Eucaristia não ficaria marcada somente pelo restauro da igreja, houve ainda uma jovem que recebeu pela primeira vez o Corpo e Sangue de Cristo, um jovem que foi instituído Ministro Extraordinário de Comunhão, um grupo de adolescentes que professou a sua fé diante do Bispo do Algarve e de toda a comunidade, e um grupo de jovens que recebeu o Sacramento da Confirmação. Na homilia, D. Manuel Quintas dirigiu-se em especial a este grupo de pessoas afirmando: «esta eucaristia tem um sabor especial, com o coração em festa pela Casa de Deus e por aqueles que vão receber o Espírito Santo, para que possam tornar esta comunidade ainda mais viva!», continuou referindo-se à «Igreja viva», que sem ela não seria possível a renovação do templo. Referindo algumas palavras das leituras, apelou não só aos que se iriam crismar, mas também a toda a comunidade cristã para que não ficasse parada e que vivesse a verdadeira fé, como os discípulos que ficaram destemidos após terem recebido o Espírito Santo, pois este é o dom da Fé. Fazendo ainda referência à Santíssima Trindade, D. Manuel Quintas, explicou que «Deus é também trindade no Amor, Família e Comunidade, um Deus Santo». Terminou a sua homilia insistindo na imagem de um Deus clemente e compassivo e de um Deus que está sempre connosco, depois referiu «o Espírito Santo como alegria, edificador de uma só família, de uma só igreja», deixando assim o apelo para que os crismandos abrissem os seus corações para poderem receber os dons do Espírito Santo e assim dinamizar uma Igreja viva. D. Manuel Quintas deu ainda graças pelo trabalho (espiritual e social) feito pelo pároco, o padre Domingos da Costa naquela paróquia. No final da Eucaristia foram ainda apresentados os principais intervenientes no restauro da igreja, concluindo-se com o descerramento de uma placa alusiva ao restauro por D. Manuel Quintas e por Manuel da Luz, Presidente da Câmara Municipal de Portimão. No adro da igreja foi lançado e distribuído o livro “A Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mexilhoeira-Grande”, escrito por João Miguel Simões, que conta a história da construção da igreja paroquial, seguindo-se o jantar convívio no Centro Juvenil da Aldeia de São José de Alcalar. O padre Domingos da Costa lembra que quando chegou à paróquia o edifício da igreja paroquial «ameaçava ruína» e que «na altura, por falta de conhecimento e sobretudo de meios, o seu restauro teve apenas em conta o exterior, mas o mal que o afectava era mais profundo». Agora, garante o sacerdote, «ficou totalmente consolidada por dentro e por fora» com uma intervenção de alguma complexidade. Recorde-se que as obras que orçaram em mais de 440 mil euros (comparticipadas pela Câmara Municipal de Portimão em 15 mil euros) tiveram início em Julho de 2004 e terminaram em Abril deste ano. Tendo em vista a valorização do espaço envolvente a paróquia apresentou à autarquia um projecto cuja execução começará já este mês de Junho.