Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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Bispo do Algarve apela à união e inserção eclesial do CNE algarvio

O Bispo diocesano sublinha que “o escutismo embora não seja, em sentido estrito e no seu conjunto, um movimento confessional, apresenta uma pedagogia fundamentalmente religiosa, pelas convicções pessoais do seu fundador” e lembra que Baden-Powell referia que “«o homem de pouco vale, se não acreditar em Deus e obedecer às suas leis. Por isso todo o escuteiro deve ter uma religião»”. “É, por outro lado, fácil de reconhecer, até pelas convicções pessoais do seu fundador, a matriz cristã no ideal proposto aos escuteiros”, acrescenta. Nesse sentido, lembra o Bispo do Algarve que “a Igreja Católica em Portugal reconheceu as virtualidades do Escutismo para a formação integral da juventude e, dentro da sua confessionalidade específica, fundou em 1923 o movimento que viria a denominar-se Corpo Nacional de Escutas como ‘Escutismo Católico Português’, denominação que nunca deixou de ser utilizada e que, ainda hoje, continua a ser válida e surge sempre na documentação oficial”. O prelado recorda que o movimento no Algarve tem sido um “importante instrumento de formação de um grande número de adolescentes e jovens” e considera “particularmente importante no CNE” e “fundamental para a vitalidade e o crescimento de qualquer movimento de Igreja”, “o cultivo, em cada um dos seus membros, da comunhão eclesial, ou seja, da consciência baptismal de pertença à Igreja”. D. Manuel salienta que “esta dimensão comunitária da fé encontra a sua expressão mais imediata e visível na Paróquia, espaço natural onde também o escutismo católico é chamado desenvolvê-la e a celebrá-la”. “A comunhão eclesial não se limita à Sede e à fraternidade de cada Agrupamento ou secção, mas realiza-se pela pertença e inserção na paróquia, espaço natural onde surgem novos membros e os seus dirigentes; onde se realiza a formação cristã de base; onde se celebram os sacramentos; onde se presta colaboração em vários serviços comunitários; onde, em síntese, se realiza e cresce nesta experiência de comunhão eclesial”, escreve o Bispo do Algarve, acrescentando que “as comunidades paroquiais têm a obrigação, por sua vez, de apoiar o escutismo, uma vez que este movimento constitui um fermento de vitalidade e dinamismo eclesial”. A terminar, D. Manuel Quintas exprime as suas convicções pessoais a respeito do CNE. “Acredito, certamente como todos vós, que o escutismo é, incontestavelmente, um movimento que aponta para o futuro”, refere, assegurando o seu empenho pessoal para que não sejam defraudadas as “aspirações dos escuteiros mais novos, bem como dos seus pais” e convidando, de modo particular “os que pensam vir a apresentar-se como candidatos às eleições para a Junta Regional”, a acompanhá-lo na defesa e promoção dos princípios indicados.

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