Inicio / Igreja / Bispo do Algarve diz que “pobreza” e “humildade” de S. Francisco são “chave-mestra” para mundo melhor

Bispo do Algarve diz que “pobreza” e “humildade” de S. Francisco são “chave-mestra” para mundo melhor

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve considera que a “pobreza” e a “humildade” de que São Francisco de Assis era testemunho constitui, juntamente com mansidão, a “chave-mestra” que “abre todas as portas” para a construção de um mundo melhor.

Foto © Samuel Mendonça

A ideia foi deixada por D. Manuel Quintas na eucaristia a que presidiu, na igreja de São Francisco, em Faro, na passada quarta-feira, dia em que a Igreja celebrou a festa litúrgica de São Francisco de Assis (1182-1226), por ocasião do aniversário da sua morte.

Lembrando que o “seráfico” Francisco foi “testemunho vivo da pobreza e da humildade”, constituindo, por isso, “imagem viva de Cristo”, o prelado evidenciou que o santo de Assis (Itália) “teve de fazer um caminho de desprendimento muito grande em relação aos bens, em relação aos pais e em relação aos projetos pessoais”, ficando “livre até da roupa que trazia vestida”.

Foto © Samuel Mendonça

O bispo diocesano lembrou que essa “pobreza exterior” era símbolo da “pobreza interior”, a “fome de Deus”, que permitiu a Francisco ficar “totalmente aberto para que Deus fosse a sua grande riqueza”. “Esta atitude é um apelo muito eloquente nos dias de hoje, em que tudo nos ocupa e preocupa e, se calhar, com uma percentagem muito elevada de bens materiais”, observou, considerando que esta dependência “revela insegurança”, “coisa que São Francisco não tinha diante de Deus”. “Sentia-se pobre de tudo e ao mesmo tempo rico de tudo porque o seu coração estava cheio e via Deus em tudo, tudo era criatura de Deus e tudo lhe servia de motivo para louvar e para chegar a Deus. Isso só é possível quando o coração está desprendido”, complementou, frisando que São Francisco “assumiu à letra o evangelho” e “não se pôs com interpretações exegéticas”.

Foto © Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas considerou assim que “esta atitude de coração de pobreza, de mansidão e humildade constitui uma «chave-mestra» que serve em todas as «portas»”. “Aqueles que crescem nesta dimensão da pobreza interior, neste desejo de Deus, na humildade, na mansidão, têm como que uma «chave» que abre todas as «portas». Abre, antes demais, o coração do próprio Jesus, abre também as «portas» do paraíso, mas abre também as «portas» mais fechadas no nosso relacionamento de uns com os outros”, sustentou.

“Só com essa atitude de mansidão, humildade e pobreza interior é que é possível construir verdadeiras relações fraternas, criar condições onde todos se sintam pessoas respeitadas na sua dignidade e envolver o maior número de pessoas em causas sociais”, prosseguiu.

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve lembrou também, na chamada festa do “trânsito” do fundador da Ordem dos Frades Menores (franciscanos), que este ano se celebram 800 anos da chegada daquela congregação a Portugal, destacando a presença franciscana no Algarve que considerou “um farol”.

No final da eucaristia, concelebrada pelos sacerdotes da comunidade algarvia franciscana, pelo vigário episcopal para a pastoral da Diocese do Algarve, o padre António de Freitas, pelas irmãs Franciscanas Missionárias de Maria e pelos membros das três fraternidades algarvias (Faro, Tavira e Loulé) da Ordem Franciscana Secular, realizou-se a bênção com a relíquia de São Francisco que foi venerada pelos presentes.

Verifique também

Bispo do Algarve diz que estará na diocese “até que o papa queira”

O bispo do Algarve, de 68 anos, admitiu no passado sábado à noite no Teatro …