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© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve presidiu, no passado sábado, à Peregrinação Diocesana de Catequistas ao santuário de Nossa Senhora del Rocío, na localidade de Almonte, Huelva (Espanha), promovida pelo Sector da Catequese da Infância e Adolescência da Diocese do Algarve e que contou com 148 participantes.

Três autocarros provenientes de Portimão, Faro e Tavira transportaram os peregrinos que, para além de D. Manuel Quintas, foram ainda acompanhados pelos padres Flávio Martins (diretor do Secretariado da Catequese da Diocese do Algarve) e António da Rocha e pelos diáconos Manuel Chula e Nelson Rodrigues.

A iniciativa, sob o tema “Peregrinar com Maria para poder amar o próximo”, teve como primeiro momento a celebração da eucaristia no santuário dedicado à Virgem del Rocío, na qual o bispo do Algarve se referiu à missão e serviço do catequista que disse ser “imprescindível na Igreja”.

D. Manuel Quintas explicou que o catequista tem de ser uma “pessoa de fé, caridade, amor e esperança”. “Tem que acreditar e confiar na força de Deus e da palavra. Ainda que faltem as suas forças, nunca pode duvidar da força de Deus que está para além das nossas fragilidades, limitações e insuficiências”, afirmou o prelado na eucaristia da manhã, acrescentando que “o amor humano tem de estar presente na vida de um catequista”.

“Se há alguém que tem de ter esperança é o catequista. Não pode desistir, nem desanimar. Seja quando encontra dificuldades em relação a si, seja em relação ao mundo”, complementou D. Manuel Quintas, lembrando que o catequista é uma pessoa de esperança “porque está sempre aberto à força do Espírito Santo”. “É pela força do Espírito que transmitimos a fé e anunciamos a pessoa de Jesus. É por isso que dizemos que este é o tempo do Espírito, particularmente para aqueles que têm a missão de anunciar o evangelho, a pessoa de Cristo e de transmitir a fé”, complementou.

O bispo do Algarve, que lembrou ainda na celebração a ordenação sacerdotal do algarvio Paulo Duarte e de mais cinco padres jesuítas, retomou uma imagem do Papa Francisco no Congresso Internacional de Catequese que decorreu em Roma de 26 a 28 de setembro de 2013. D. Manuel Quintas comparou o trabalho dos catequistas com o do coração. “O coração recebe e bombeia e o sangue passa todo pelo coração. É essa a missão de todo o cristão, particularmente do catequista. Acolhe e recebe a palavra, assimila-a na sua vida e depois torna a transmiti-la e a bombeá-la”, afirmou na igreja construída em 1960 no lugar da primitiva ermida do século XIV recuperada depois do terramoto de 1755.

Aquele santuário, lugar de referência em toda a Espanha, acolhe anualmente a romaria equestre à Virgem del Rocío que congrega mais de um milhão de pessoas, sendo referenciado como lugar de culto mariano desde o século XIV.

Após o almoço, os peregrinos algarvios rumaram ao mosteiro franciscano de Santa Maria de La Rábida, na localidade de Palos de la Frontera, na província andaluza de Huelva, cuja história permanece ligada a Cristóvão Colombo. Depois de os reis portugueses terem recusado o financiamento da viagem em que se propusera descobrir a Índia, o navegador dirigiu-se ali com o intuito de conseguir, por intermédio de um dos seus frades, confessor da rainha de Espanha, o apoio real espanhol para o seu plano, o que viria a acontecer.

O mosteiro do século XV recebeu ainda a visita do Papa João Paulo II em 1994, na passagem dos 500 anos daquela viagem que marcaria o descobrimento do continente americano.

O bispo do Algarve lembrou então, na oração de vésperas realizada na capela daquele mosteiro, a sua íntima ligação ao continente americano “onde a Igreja cresce” e “de onde veio o Papa Francisco”.

D. Manuel Quintas regozijou-se com aquela iniciativa, tendo manifestado vontade de a acompanhar no próximo ano. “Foi o vosso serviço e dedicação que me motivou e mobilizou para estar convosco ao longo deste dia. Espero que no próximo ano esta iniciativa se repita e seja numa data em que possa vir também”, afirmou.

Também o padre Flávio Martins deixou, em nome da organização, a intenção de reedição da Peregrinação Diocesana de Catequistas no próximo ano. “Que no próximo ano possamos repetir esta experiência no final de uma temporada de trabalho, serviço e entrega”, afirmou.

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