Em pleno tempo de Advento, período litúrgico de preparação próxima para o Natal, a celebração ficou marcada pela exortação do padre Pedro Manuel aos participantes para que preparem o seu coração para acolher Jesus Cristo e para que distingam a sua vida pela diferença de serem cristãos. O sacerdote, que se alegrou por ver a academia, “não tão bem representada quanto gostaria, mas bem representada por cada um” dos presentes, começou por desafiar a assembleia ao acolhimento de Jesus. “Neste tempo do Advento, o Senhor fala-nos ao coração para que o preparemos como melhor casa, melhor caminho, ambiente e meio para a sua chegada. E quando nos fala ao coração apenas nos pede que o nosso coração se torne uma digna morada da sua vida, para que a nossa vida possa constituir para outros irmãos caminho para chegar a Jesus Cristo e luz para O compreender”, disse, destacando a mensagem evangélica como um “convite à vida de cada um”, a rever o modo como coloca a sua vida diante de Deus e como coloca a presença de Deus na sua vida. O sacerdote lembrou que “celebrar o tempo do Natal não pode ser de maneira nenhuma reduzir a fé apenas a mais uma celebração, reduzir a prática como cristãos apenas a mais um momento no calendário”. “Celebrar o tempo do Natal é celebrar verdadeiramente a diferença de sermos cristãos. Porque o cristão é o homem ou mulher que não vive ao acaso no mundo, não passa de maneira desapercebida nos corredores da sua universidade, escola ou trabalho. Ser cristão é marcar toda a diferença porque há 2000 anos Jesus Cristo por cada um de nós nasceu”, explicou, considerando tratar-se de celebrar, não “um ritualismo oco ou barroco, mas uma verdade de fé que há-de ser verdade de vida para cada um”. “Porque estamos motivados e chamados a este desafio, faz todo o sentido prepararmos o nosso Natal e o nosso testemunho cristão como Capelania da UAlg com a celebração profunda e alta deste sacramento. Este Natal não é mais um Natal, mas é o Natal da oportunidade, da mudança. Podemos transformar aqueles que connosco trabalham, estudam ou vivem. Marquemos a diferença no nosso mundo”, desafiou.