Como nota de abertura, de salientar a mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família, que referiu a família como uma prioridade pastoral para os Bispos, acrescentando que “é urgente fazer com que as nossas famílias recuperem a esperança e a confiança em Deus”. Na manhã de sábado, Juan Ambrósio, professor de Teologia na UCP, na sua comunicação intitulada ‘Atingidos pelo amor – desafio da esperança em contexto familiar’, referiu-se ao espaço familiar como «centro do mundo» já que a partir dele o ser humano organiza todo o seu universo. Deu também grande relevo à comunicação familiar, salientando que é na família, que a pessoa aprende as suas diversas linguagens: maternal, dos afectos, da responsabilidade, do respeito pelo outro e do amor. Referiu ainda que este tempo de crise que estamos a viver, é igualmente um tempo de oportunidade para vivermos a experiência familiar como verdadeira protagonista do nosso viver. Na tarde, João César das Neves abordou o tema ‘A vida quotidiana e a construção do sonho’, salientando que a falta de esperança vem de não se conseguir realizar os sonhos. O padre José Tolentino Mendonça foi o orador do tema ‘Sofrimento e dificuldades da vida’, destacando que só quando nos sentimos pessoas amadas e desejadas por Deus, é que somos capazes de segurar a cruz e seguir em frente. “A vida por vezes deixa-nos em estado de ferida, mas não podemos passar à frente do sofrimento. Temos de o atravessar e de o habitar”, afirmou. Na manhã de domingo o casal Álvaro e Mercedes Gomez-Ferrer, de Espanha, deram o seu testemunho pessoal sobre ‘A dimensão da esperança na espiritualidade conjugal’. Foi um momento de partilha enriquecedora que emocionou os presentes. Para além dos momentos de formação, houve lugar também para trabalhos de grupo e debates. Sector Diocesano da Pastoral Familiar critica falta de interesse das paróquias algarvias Em jeito de balanço das Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar, o Sector Diocesano da Pastoral Familiar considerou a iniciativa “bastante enriquecedora” para os que nela participaram, denunciando, no entanto, a falta de interesse por parte das paróquias algarvias. “Pena é que das nossas paróquias não tivesse havido feed-back ao convite feito pelo Secretariado Diocesano. Assim apenas pudemos observar a multidão de casais vindos das outras dioceses”, lamentam, deixando uma questão no ar: “Afinal a Família é ou não uma preocupação dos cristãos algarvios?”.