A tarde cultural, que contou com a presença, para além do director geral, o padre Carlos César Chantre, e da directora pedagógica Dulcina Botelheiro, do Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, do director regional de Educação do Algarve, Luís da Silva Correia, do presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, do director do Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social, Jorge Botelho, do presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal do Teatro de Faro, Paulo Neves, e do pároco da Sé, o padre Mário de Sousa, teve início com a interpretação do hino do colégio, seguindo-se uma projecção sobre a história da instituição desde os tempos em que funcionou em Monchique, no Colégio de Santa Catarina. A sessão continuou com uma interpretação pelos alunos do 1º ciclo, intitulada “O Bailar do Coração”, seguida das palavras de acolhimento do director geral, da entrega aos alunos dos diplomas “Quadro de Valor”, da actuação do Coro do Colégio com os temas “Dinâmica da Música”, “Bumbalare” e “Ser Criança”. Um dos momentos mais marcantes da tarde foi protagonizado por Laura Quaresma, aluna da instituição, com a sua interpretação ao piano de compositores como Bach, Schubert, Cramer ou Haydn. A jovem pianista de 12 anos, também aluna do Conservatório de Portimão Joly Braga Santos, já com vários prémios arrebatados (entre os quais um 2º lugar no XV Concurso Internacional para jovens pianistas e música de câmara ‘Cidade de San Sebastian’, em Espanha) brindou os familiares dos alunos que encheram o pavilhão desportivo com o virtuosismo próprio dos intérpretes musicais de eleição. A tarde foi ainda abrilhantada com a actuação do Coro dos Pequenos Cantores d’ Ossónoba com as interpretações de ‘Hallo Django’, ‘Viva la Musica’ e ‘Rock my Soul’ que cantaram ainda, conjuntamente com o Coro do Colégio do Alto, o tema ‘Dona Nobis Pacem’. Antes do encerramento pelo Bispo do Algarve, foi ainda feita nova distinção com a atribuição dos diplomas “Quadros de Excelência”. A propósito das distinções aos alunos, o director geral do Colégio do Alto acautelou sobre o sentido das mesmas. “Cuidado! Quem vai receber valor e excelência são todos os alunos do colégio”, advertiu o padre César Chantre, explicando que como não podem todos receber o galardão, “alguns foram escolhidos para virem, em nome dos outros, por causa das suas notas e comportamento, representar todos”. “Se algum tem mais valor e excelência é porque outros o ajudaram a ter. Nunca se interprete a entrega do diploma ao aluno como resultado do trabalho exclusivamente desse aluno”, alertou, lembrando que “excelência não é mais importante que valores”. “Excelência e valores são complementares. O valor é mais importante que a excelência, porque o valor implica a ética, moral e directrizes claras de um bom comportamento como cidadão e a assunção de filhos de Deus como cristãos porque este é um colégio católico, mesmo estando num continente onde os pseudo-intelectuais estão a distanciar-se das raízes culturais daquilo que deu origem à Europa”, justificou. Neste contexto, deixou um apelo: “Não tenhamos medo de nos assumir como um Colégio católico, isto é de coração universal para servir a todas as culturas”. “Chegamos às vezes ao espanto de querer abraçar tudo o que é do exterior da Europa porque é cultura deles, enquanto não damos valor a tudo o que é do interior da Europa porque é obscurantista”, lamentou, lembrando que o Colégio do Alto “tem como objectivo a defesa desta cultura, por isso os pais o escolhem para manter, não só a cultura cristã, como as próprias raízes da portugalidade, porque a portugalidade tem a ver com o Cristianismo, para o mal e para o bem”. Subscrevendo as palavras do director geral do Colégio do Alto de que a instituição, como “prolongamento dos pais na educação dos filhos”, “colabora na sua educação integral”, D. Manuel Quintas clarificou esta orientação educativa. “Não queremos que esta seja uma escola que apenas transmite conhecimentos, mas uma escola que educa e forma tendo em conta todas as dimensões da pessoa: humana, espiritual, social, cultural, entre outras”, afirmou, considerando que “educar é muito mais do que transmitir conhecimentos”. “È formar na verdade porque só a verdade conduz à plena liberdade responsável, capaz de fazer opções na vida. Educar é formar com amor e com alegria”, defendeu o Bispo do Algarve, lançando um desafio à comunidade educativa: “vamos fazer deste colégio um espaço de gente alegre e feliz”. Antes, o Bispo diocesano garantiu que os obstáculos encontrados na realização da missão do colégio constituem desafios a ser vencer, que têm sido vencidos e vão continuar a ser vencidos. A título de exemplo referiu-se mesmo à recente dificuldade de encontrar substitutas para as irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição na gestão daquele projecto, um mês depois de ter assumido a diocese algarvia. “Foi um ano muito difícil”, confessou, lembrando que os pais só souberam um ano depois que aquelas religiosas iriam deixar a instituição. “A minha primeira opção foi escolher o padre César para director geral. Foi aí que começou a vitória deste desafio que culminou com as disponibilidades das irmãs que estão agora connosco”, congratulou-se. Actualmente, o Colégio de Nossa Senhora do Alto forma cerca de 320 alunos do pré-escolar ao 9º ano de escolaridade. Mais fotos na Galeria de Imagens