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Demissão da Junta Regional do Algarve do CNE motiva eleições para Fevereiro

Face à situação existente, o chefe regional demissionário considera que só havia uma de duas possibilidades: ou a demissão do chefe regional, que consequentemente levaria à queda da Junta Regional ou a demissão de toda a equipa da Junta Regional, que foi a opção tomada após uma conversa com o Bispo do Algarve. Edgar Correia justifica que “sem um Plano aprovado, o que se faz é uma gestão corrente muito limitada”. Aquele dirigente reconhece que o trabalho da Junta pode não ter agradado a todos, até porque diz terem sido tomadas “posições sérias que já há alguns anos alguém devia ter tomado”. O ainda chefe regional garante sobretudo que se criou no Algarve a ideia de que “os escuteiros [do CNE] são um grupo à parte da Igreja”. “Não é assim. Somos um movimento da Igreja que nos criou”, adverte, considerando que a integração dos agrupamentos algarvios nas paróquias da diocese não acontece na prática em muitos casos. Edgar Correia reconhece igualmente que a relação entre alguns dirigentes e assistentes tem estado um pouco fragilizada. “O facto de se considerar, durante algum tempo, o CNE como um movimento à parte de Igreja ajudou a que os assistentes declinassem a sua responsabilidade”, justifica aquele responsável, assegurando que chegou a ir às reuniões vicariais do clero “consciencializar os assistentes das suas responsabilidades”. Depois disso, “ficaram mais sensíveis e têm procurado corresponder”, acrescenta, lembrando que “o assistente é o primeiro responsável na paróquia e os escuteiros são da paróquia”. Sobre a legitimidade de decisões que acabaram por ser polémicas, como o encerramento de dois agrupamentos na região, o dirigente rejeita que as mesmas tenham sido tomadas como demonstração de poder, justifica não ter havido alternativa nalguns casos e recorda, relativamente a outros, que o movimento tem de cumprir as normas da Igreja. No entanto as principais críticas, que motivaram até a intenção de propor num Conselho Regional uma votação para demissão da Junta, prenderam-se com alegados incumprimentos administrativos e de gestão, com demissões nas secretarias de algumas secções, e também com a organização de actividades. Em jeito de balanço do curto mandato, iniciado em Abril de 2008, o chefe regional mostrou-se feliz até porque gostou de fazer parte desta equipa da Junta Regional como gostou de fazer parte de equipas anteriores. “Sinto-me feliz porque tentei «arrumar» algumas coisas que estavam por «arrumar» há uns 10 anos e nunca nenhum chefe regional o assumiu com frontalidade. Tenho consciência de que fiz o que devia ter sido feito”, afirma, garantindo ter sentido o apoio do Bispo diocesano. Edgar Correia, que afirma a sua disponibilidade para o necessário acompanhamento na transição aos sucessores, espera agora que a situação do movimento retome a normalidade. “Ao deixarmos que a região [escutista] decida por ela, haverá a hipótese de se voltar a unir”, espera o dirigente, que não quer integrar qualquer lista por considerar que não seria coerente nem ajudaria à união. O processo eleitoral aberto, no passado dia 31 de Outubro, vive agora um período com vista à apresentação de candidaturas que acontecerá no dia 30 deste mês. Segue-se depois, até dia 16 Janeiro de 2010, a fase de homologação das listas pelo Bispo diocesano para as eleições que terão lugar no dia 7 de Fevereiro de 2010.

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