Designados como “Almoços de Futuro”, estes encontros intitulam-se assim – explica a associação – “por serem as famílias numerosas a única garantia da existência de futuro da sociedade, seriamente ameaçado pelas políticas anti-família, que fez o País mergulhar num cada vez mais rigoroso «Inverno demográfico»”. Preocupado com o decréscimo populacional que percorre o “velho continente”, Fernando Castro, assinalou que o Algarve consegue escapar quase imune à razia, devido, em grande parte, à atracção que o clima e o litoral exercem sobre os que chegam, sejam portugueses de outras paragens ou estrangeiros. A atracção da qualidade da vida quotidiana na região é outra das explicações que Fernando Castro encontra para o “efeito de íman” algarvio. Mesmo reconhecendo a importância dos movimentos demográficos, o presidente da APFN acha que a tão falada contribuição dos que chegam dos estrangeiro para atenuar a escassa produção de bebés portugueses “não é uma solução de futuro”. De acordo com dados recentes da Administração Regional da Saúde (ARS) do Algarve, cerca de 20 por cento dos bebés que nasceram no Algarve são filhos de mãe estrangeira, na maioria de mulheres brasileiras e ucranianas. Em 2007 nasceram 3.781 bebés de mães portuguesas nos dois hospitais públicos (Faro e Portimão), mas no total nasceram 4.802 bebés, sendo 1.021 – 21 por cento – filhos de mãe estrangeira. O presidente da APFN, que é uma associação de inspiração cristã, lamentou ainda as politicas públicas pouco “amigas da fertilidade”, censurando a lei do aborto e a recente lei do divórcio, chumbada pelo Presidente da República mas reiterada pela larga maioria parlamentar.