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Abertura do Simpósio.
© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve explicou esta manhã que o Simpósio sobre o Concílio Vaticano II que a Igreja católica do Algarve iniciou hoje em Faro, com participação de 250 pessoas, para responder ao “dever” da diocese algarvia de formar os seus membros, pretende “revisitar, aprofundar e assimilar os textos conciliares fundamentais, reviver os seus dinamismos renovadores para acolher com a audácia do Espírito [Santo] as suas intuições pastorais”.

“Espero e desejo que a realização deste simpósio constitua para toda a nossa Igreja diocesana um precioso contributo na resposta aos objetivos da celebração do Ano da Fé e da evocação dos 50 anos do concílio, cujo aprofundamento vamos prosseguir para que a sua doutrina se manifeste de modo eficaz na nossa Igreja diocesana e em cada um dos seus membros”, sustentou D. Manuel Quintas no salão paroquial de São Luís.

O prelado lembrou que “a razão deste simpósio é motivada pela celebração dos 50 anos da realização do Concílio, de 1962 a 1965”, por isso “ainda não terminou e prossegue até 2015”, inspirando o Programa Pastoral da Igreja algarvia, empenha-a no “estudo dos seus documentos principais”.

O bispo do Algarve destacou que “o concílio nasceu da inspiração do Espírito Santo mas também da intuição profética do Papa João XXIII”. “Ele continua a ser um verdadeiro sinal de Deus para os nossos tempos”, disse, citando o próprio pontífice, que o acontecimento conciliar mantém-se como uma “janela que continua aberta pela qual continua a entrar o Espírito [Santo] que vivifica, rejuvenesce e revigora a Igreja na fidelidade a Cristo e à missão que Ele lhe confiou”.

Citando também Karl Rahner, D. Manuel Quintas concordou que “este concílio significou um salto histórico qualitativo como marco determinante, inspirador e impulsionador da vida da Igreja no virar do milénio”. “Saber lê-lo e acolhê-lo – é isso que nos propomos com este simpósio –, dentro da tradição da Igreja, à luz das orientações do magistério, presentes em tantos documentos pós-conciliares, constitui e constituirá sempre força poderosa para o presente e futuro da Igreja”.

Lembrando o que disse o Papa João Paulo II, o bispo diocesano afirmou que “os textos conciliares não perderam o seu valor nem a sua beleza” e com base, no que referiu o Papa Emérito Bento XVI, afirmou que “o concílio pode ser e tornar-se, cada vez mais, uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja”.

“Este simpósio permite-nos, não apenas prosseguir no aprofundamento da doutrina conciliar, mas também responder ao dever que, como diocese e como comunidades paroquiais, temos de não nos limitarmos a pedir a vossa colaboração para o exercício de diferentes serviços à comunidade mas também de oferecer a todos instrumentos de formação doutrinal, espiritual e pastoral”, disse D. Manuel Quintas, acrescentando: “esta formação integral permite tomarmos maior consciência da nossa vocação e missão como Igreja no mundo, abrindo-nos horizontes mais amplos de integração e comunhão eclesial, dando assim maior consistência aos serviços que somos chamados a prestar, à nossa Igreja diocesana ou às nossas comunidades paroquiais.”

O bispo do Algarve referiu-se ainda ao Ano da Fé, que amanhã se encerra em toda a Igreja, considerando que este “constituiu uma ocasião privilegiada para promover o conhecimento e a difusão dos conteúdos do concílio, bem como do Catecismo da Igreja Católica, certamente em toda a Igreja” e também na Igreja algarvia.

Intervenção de D. Manuel Quintas

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