Cerca de hora e meia antes da recepção à imagem mariana, alguns jovens rapazes da paróquia mais interior do concelho de Loulé, ultimavam as decorações das ruas por onde iria passar o cortejo litúrgico com a colocação de flores coloridas feitas de papel. Trazida da paróquia de Salir, por onde passou na semana anterior, a imagem mariana chegou cerca de 25 minutos antes das 18 horas, a hora marcada, ao largo do cemitério da aldeia do Ameixial. Acolhida por um grupo de paroquianos que já ali aguardava, fez-se um compasso de espera de 15 minutos para a chegada do pároco, o padre Carlos de Matos, que se deslocou da paróquia de Querença, outra das comunidades, juntamente com Alte, entregues aos cuidados daquele prior. O pároco de Salir, que chegou acompanhado de um autocarro de paroquianos seus para a entrega da imagem da Virgem Maria, manifestou o sentimento dos fiéis da sua comunidade. “É com muita tristeza que deixamos partir Nossa Senhora. Ficamos com saudades e o seu lugar ficou vazio lá na igreja, mas o nosso coração está cheio da mensagem de Fátima de conversão, de paz e de amor”, afirmou o padre Fernando Pedro, certo de que também o Ameixial iria acolher a imagem de Nossa Senhora de Fátima da mesma forma que tem sido acolhida em toda a parte. O pároco do Ameixial aproveitou a ocasião para explicar que “peregrinar com Maria significa não andar à toa, mas saber qual o objectivo da caminhada”. “E o caminhar de Maria é Jesus Cristo, foi isso que nos disse em vários momentos da sua história. Concretamente em Fátima, aos videntes, veio dizer-nos que o caminho é Cristo”, complementou, garantindo que “chegar a Cristo por Maria é caminhar de uma forma segura”. O padre Carlos Matos manifestou ainda o desejo dos fiéis do Ameixial de, como Maria, quererem “fazer a vontade do Pai” em relação ao si. Iniciou-se depois a procissão com o cortejo a seguir pela estrada principal que atravessa o Ameixial, tendo-se feito inversão de marcha na bomba de gasolina quase no final da aldeia para rumar à igreja paroquial. Já no interior do templo, que foi pequeno para acolher algumas centenas de fiéis presentes, o padre Carlos de Matos, depois de coroar a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, manifestou a “honra” em recebê-la. “Queremos honrá-la com a nossa oração e com o encontro pessoal com ela, que o mesmo é dizer, com o encontro pessoal com Aquele para quem ela aponta: Jesus Cristo. Queremos corresponder com a nossa oração, generosidade e abertura de coração para escutar o que o seu Filho nos disse”, afirmou o pároco. Interpelando os seus paroquianos, o sacerdote considerou que “a oração do Pai Nosso não pode ficar apenas pelas palavras e pela devoção popular, mas tem de passar para a vida e para os gestos e atitudes”. “Queremos que a vontade de Deus possa ser expressa, durante esta semana, na nossa comunidade com esta presença de Maria no meio de nós”, exortou, informando que a imagem da Virgem de Fátima iria permanecer na igreja paroquial, que estaria aberta para oração todos os dias, entre as 10 e 12 horas. Comunicou igualmente que todos os dias haveria na igreja um tempo de oração mariana com textos bíblicos ou a recitação do Rosário, como forma de intercessão “pelos idosos, pelos doentes, pelas famílias, pelos emigrantes e pelos que passam necessidades”. No próximo sábado, a imagem de Nossa Senhora, seguirá para a paróquia de Querença. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens