A representação vicarial e diocesana na celebração foi por isso muito diminuta, limitando-se apenas à participação de poucos fiéis de algumas paróquias vizinhas a que se juntaram outros de paróquias mais distantes, para além da presença bastante significativa das três comunidades paroquiais já referenciadas, com destaque para um numeroso grupo jovens, crianças e adolescentes, muitos membros do agrupamento 1303 do CNE de Aljezur. Presidida pelo vigário geral da Diocese do Algarve, padre Firmino Ferro, em representação do Bispo diocesano, a celebração eucarística que acolheu o início do Lausperene contou ainda com a participação dos dois prefeitos Seminário diocesano, o padre Pedro Manuel e o diácono António de Freitas, em representação daquela instituição. Na homilia que dirigiu aos presentes, o padre Firmino Ferro salientou o sentido daquela iniciativa. “Este é um tempo de oração, de implorar ao Senhor que ouça a nossa oração”, justificou, considerando que todos devem “insistir junto do Senhor, de modo particular neste Lausperene, para que mande trabalhadores”. Constatando que “esta oração tem dado fruto”, o vigário geral lembrou que “o Senhor chama sempre”. “Pela nossa vocação baptismal somos chamados a ser servidores”, observou, lembrando as palavras do apóstolo São Paulo ao constatar que “quem semeia pouco colherá pouco e quem semeia abundantemente colherá abundantemente”. O sacerdote referiu-se ainda à “importância da comunidade” no surgimento e no acompanhamento das vocações consagradas e exortou à esperança. Também o padre Pedro Manuel se dirigiu no final da celebração à assembleia, tendo a apresentado os seminaristas algarvios a estudar no Seminário de Faro que também estiveram presentes. O jovem sacerdote considerou que este ano, a diocese algarvia, “vive um especial momento de graça”, motivado pelo facto de ter havido duas ordenações sacerdotais e duas diaconais, para além da ordenação sacerdotal prevista ainda para o dia 7 de Dezembro próximo. “É certo que neste momento, como Igreja diocesana, começamos a colher alguns «sim» das respostas às sementes que o Senhor, há alguns anos atrás, colocou nos nossos corações. Temos por isso a alegria e o motivo grande de agradecimento ao Senhor”, afirmou. Neste contexto, apelou aos cristãos do Algarve para que continuem “incessantemente a dar graças a Deus e a pedir a este Senhor da messe que não cesse de enviar trabalhadores para a sua messe”. “Que nos dê os sacerdotes necessários, que nos dê os sacerdotes suficientes e, que acima de tudo, nos dê os sacerdotes santos para o serviço da nossa Igreja”, concluiu. Após a Eucaristia, abrilhantada com os cânticos do grupo de Taizé das paróquias entregues aos cuidados do padre José Joaquim Campôa, o Santíssimo Sacramento foi levado em procissão pelas principais ruas de Aljezur, regressando o cortejo litúrgico à igreja paroquial, para o início da adoração eucarística que é agora assegurada, 24 horas por dia, pelas quatro vigararias, através das diversas comunidades paroquiais que as constituem conforme o programa publicado. Depois de passar pelas várias comunidades paroquiais da diocese, o Lausperene terminará, no dia 7 de Novembro, com uma Vigília de Oração, na igreja paroquial de Martinlongo, aberta novamente a toda a Igreja algarvia, mas particularmente dirigida às vigararias de Faro e Tavira. Para esta celebração são convidados a participar, de modo particular, os jovens rapazes das paróquias do Sotavento. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens