Tendo lugar no salão nobre da Câmara de Faro, a assinatura do documento foi feita pelo pároco, o padre Júlio Tropa Mendes, como representante da entidade promotora da obra – o Centro Cultural e Social da Paróquia de São Martinho de Estoi –, e por Parreira Afonso, representante da Rolear, empresa responsável pela construção do equipamento composto por um edifício de piso único com características regionais que ficará implantado num terreno próximo da EN2 com cerca 7,5 hectares. Financiado ao abrigo da segunda fase do PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, o projecto irá acolher 66 crianças na valência de creche e 30 utentes na de lar, tendo como custo global previsto cerca de um milhão e meio de euros, dos quais 672 mil 600 euros corresponderão ao apoio do PARES, 392 mil 365 euros ao financiamento da Câmara de Faro e os restantes 468 mil 119 euros ficarão a cargo da paróquia. Na ocasião, o presidente da Câmara de Faro garantiu que a valorização da área social é “a grande aposta do município” e apresentou o plano de investimentos da autarquia para aquele sector a desenvolver até 2010. José Apolinário apontou que a edilidade pretende “cumprir as metas da Carta de Barcelona em matéria de creches e resposta à infância” e considerou que “o município de Faro é hoje dos municípios do Algarve que mais investe nas pessoas”, garantindo que o reforço das respostas municipais, que têm como “opção de prioridade” a área social, visam “aumentar a natalidade”. O autarca, que espera colocar o município de Faro na “primeira linha das políticas sociais municipais”, anunciou ainda que “toda a receita resultante da derrama resultará para a área social”, esperando criar mais 466 lugares de creche do que em relação ao momento em que o executivo por si liderado assumiu funções. Concretamente em relação ao projecto da paróquia de Estoi, José Apolinário considerou que aquele equipamento, “com o envolvimento da sociedade civil, vai certamente reforçar as repostas nesta freguesia do interior do concelho”. O ministro Vieira da Silva explicou que o Governo, através dos apoios canalizados ao abrigo do PARES, quer dotar o País de uma verdadeira rede de equipamentos e serviços sociais para combater a “forma casuística e pouco organizada” que diz ter determinado a sua cobertura e desenvolvimento no território nacional nos últimos anos. Esperando, com esta nova vaga de equipamentos previstos, atingir uma taxa de cobertura no distrito de Faro que rondará os 37 por cento na área da primeira infância, o governante considerou que “a região ficará muito próximo de dar uma resposta eficaz” naquela área. “Estes equipamentos são muito importantes quando se pretende ter uma política integrada de promoção da natalidade e recuperação dos equilíbrios demográficos”, frisou Vieira da Silva. Na cerimónia, foi ainda assinado o contrato de financiamento da creche do Montenegro, da Fundação Algarvia e o auto de consignação da obra da creche de Gambelas, do Instituto D. Francisco Gomes, duas das 5 creches apoiadas no concelho de Faro pela segunda fase do PARES, para além do Lar de Idosos, do Centro de Dia e do Lar Residencial e Residência Autónoma para cidadãos portadores de deficiência. A obra do Lar e Creche do Centro Cultural e Social da Paróquia de São Martinho de Estoi, cuja primeira pedra já tinha sido benzida há cerca de 8 anos, começa agora, tendo um ano como prazo de execução.