O padre Carlos César Chantre rejeitou a ideia de que o Colégio do Alto é uma instituição privada. “É uma designação que, para mim, não diz o que é o colégio porque o privado pressupõe o lucro e o único «lucro» desta casa são os alunos e os seus pais”, afirmou, complementando que “o máximo que se pode dizer é que é semi-público”. Procurando esclarecer o que é “semi-público”, lembrou que “o colégio nasceu para responder a um problema social do Algarve, numa altura em que a Igreja criou uma casa para que os pais pudessem trabalhar fora” e deixar ali as suas filhas. Enumerando outro “bem social” prestado pela Igreja algarvia, interrogou “quem é que defende o património na cidade?”. “A Diocese do Algarve tem defendido com profundidade este palácio, esta quinta e esta mata, mas com algumas dificuldades. Com facilidade o Estado classifica, mas com dificuldades a diocese sustenta. Ninguém nos ajuda a defender a mata, a quinta e o palácio”, criticou, salientando que “é a diocese que dá orientações para defender esse património”, contando depois com a ajuda dos pais dos alunos. “Não fora a diocese e os pais e este património já tinha desaparecido”, enfatizou, considerando que “dizer que é privado é redutor e não corresponde à verdade plena”, pois o colégio “tem como objectivo a educação dos futuros cidadãos, logo é público”. Neste sentido, dirigindo-se directamente ao presidente da Câmara de Faro e ao director regional da Educação, pediu “que passem a olhar este colégio como parte integrante do serviço público que o é”. O director regional da Educação, pela primeira vez de visita ao Colégio do Alto, regozijou-se com a existência no Algarve de instituições que primam pelo “cuidado, postura e profissionalismo na área da Educação, sejam elas públicas ou privadas”. “O Ministério da Educação entende que a complementaridade entre aquilo que é o serviço público das instituições públicas e os bons serviços das instituições privadas é obviamente um elemento de vantagem para o País”, afirmou Luís da Silva Correia, garantindo o apoio da Direcção Regional de Educação como “parceiro” “para aquilo que o acto educativo implica”. Mais fotos na Galeria de Imagens