Esclarecendo que “a burocracia é imposta pela União Europeia” e que só resta aos beneficiários portugueses “cumprir as regras”, Jorge Botelho considerou, à margem da visita que efectuou ontem de manhã à Caritas do Algarve, que é preciso “ultrapassar essas dificuldades com arte e engenho e com algum trabalho”. “Certo é que temos de preencher os formulários das distribuições, custe muito ou custe pouco. E as instituições que são nossas parceiras preenchem-nas, com dificuldade, mas preenchem-nas”, clarificou o responsável pela Segurança Social algarvia, explicando contudo que se está a “tentar encontrar uma solução para uma participação mais activa da Caritas algarvia neste processo de distribuição de alimentos”. “O que nos interessa é chegar às populações e a quem mais precisa e muito pouca gente conhece tão bem o terreno como as paróquias”, reconheceu Jorge Botelho. Recorde-se que Carlos Oliveira denunciou na última Assembleia Diocesana, realizada no dia 4 de Outubro em Faro, que as comunidades paroquiais algarvias recebiam anualmente, através da Caritas do Algarve, cerca de 90 mil quilos de alimentos e que, actualmente, face às exigências impostas pelas Segurança Social em termos técnicos, humanos e informáticos, muitas desinteressaram-se deste apoio e passando-se a receber apenas 6 mil.