Presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, com concelebração de D. Ximenes Belo, Bispo Emérito de Díli, e do vigário geral de Huelva, padre Baldomero Rodríguez Carrasco, em representação do Bispo D. José Vilaplana Blasco, ausente em Roma a participar no consistório, a celebração eucarística contou ainda com a participação do pároco anfitrião, padre David Sequeira, e do pároco da comunidade de Nossa Senhora das Dores, da Isla Cristina, padre Manuel Gómez Orta. Na homilia, D. Manuel Quintas, a propósito da solenidade de Cristo Rei que a Igreja celebrava, exortou as Famílias a ser sinal do Reino de Deus no mundo de hoje. “O próprio casal deve crescer e ao mesmo tempo ajudar outros a crescerem também, testemunhando no mundo de hoje da realeza de Cristo”, apelou o Bispo diocesano. “A lição que Jesus nos dá do alto da cruz é para todos, independentemente da vocação que seguimos, e que tem uma actualidade permanente no seio da Família porque estes valores do amor, perdão, compreensão e do acolhimento do outro são leis fundamentais para a harmonia familiar e para que a Família seja verdadeiramente sinal da realeza de Cristo”, complementou. Referindo-se à própria designação do movimento, D. Manuel Quintas salientou que, “para além do testemunho e da lição que aprendemos de Cristo, devemos encontrar em Maria o modelo, o amparo e a ajuda que precisamos todos, particularmente as Famílias e aquelas que pertencem a este movimento mariano”. “Que este encontro contribua para, a partir, da partilha familiar das dificuldades, das dificuldades, alegrias e dos projectos, nos ajude a ser hoje construtores do reino e presença de Cristo que reina servindo no mundo de hoje”, apelou o Bispo do Algarve. Também o vigário geral de Huelva, defendeu que a importância da centralidade de Cristo Rei no seio familiar. “Para que Cristo reine, seja o centro da história e do mundo, tem de ser primeiramente o centro da Igreja e ser o centro da Igreja significa descobri-l’O e implantá-l’O com centralidade na Igreja. Para isso temos de procurar que Cristo seja o centro do coração de cada homem e o centro do coração da Família e da paróquia. Só assim Cristo será a salvação para todos”, afirmou o padre Baldomero Rodríguez Carrasco. Por último, D. Ximenes Belo aproveitou a ocasião para agradecer o carinho, apoio e orações dos cristãos algarvios para com o povo de Timor na sua luta pela independência. De regresso à Escola Secundária de Tavira, seguiu-se o almoço partilhado e antes da intervenção de D. Ximenes Belo sobre a temática ‘Família, torne-te aquilo que és’ [consultar página 2], o Bispo do Algarve afirmou-se “muito feliz” por também este ano se realizar este encontro entre as dioceses de Huelva e de Faro. D. Manuel Quintas considerou que as duas dioceses encetaram “um caminho muito rico” ao longo dos 12 anos que marcam a história desta iniciativa Luso-Espanhola. “Estes encontros são muito oportunos e enriquecedores e é preciso continuar”, exortou. “Na Igreja, pela fé e pelo Baptismo que recebemos, não olhamos para as fronteiras, nem para a diversidade de línguas. Somos uma só Família, uma só Igreja e temos o mesmo ideal: a pessoa de Cristo”, complementou. A terminar, o Bispo diocesano referiu-se à participação de D. Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz, no 12º Encontro Luso-Espanhol das ENS lançando uma interpelação aos casais participantes. Gostaria que a presença de D. Ximenes Belo entre nós constituísse para todos um grande apelo à Paz, a sermos construtores da Paz. A sua presença torna mais enriquecedor este encontro”, referiu. Depois da sua intervenção, o Bispo timorense testemunhou a não existência deste movimento em Timor-leste. “As ENS são um aspecto positivo e uma maneira das Famílias se apoiarem mutuamente, de tomarem consciência da sua realidade, vocação e missão”, considerou. O dia encerrou com um momento musical levado a cabo por alguns elementos do grupo coral Psallite Chorus.