Segunda-feira 28 de Outubro de 2019
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15 dias de intimidade com Deus comprometem cristãos algarvios com… a vida

Uma experiência que compromete e que implica, não apenas com aquilo que é secundário e acessório, mas toda a nossa vida”, explicou o padre Mário de Sousa, considerando que “quem faz verdadeiramente experiência de Deus e quem contempla e saboreia no seu coração a intimidade e a amizade do Senhor, sente necessariamente vontade de ir pelo mundo dizer a toda a gente que a vida pode ter um outro sentido e sabor quando nos encontramos verdadeiramente, face a face, com Aquele que nos chamou à vida, nos deu a existência e, ao derramar sobre nós a sua amizade e o seu carinho, nos pede que sejamos transportadores do carinho de Deus por todos os homens”. O discurso do sacerdote foi também, ao longo desta adoração contínua ao Santíssimo Sacramento, particularmente interpelativo para com os jovens rapazes algarvios. O padre Mário de Sousa, baseando-se na temática escolhida para iluminar, a nível nacional, a Semana dos Seminários, e que também esteve associada à quinzena algarvia de oração a Cristo presente na Eucaristia, procurou levar os jovens a reflectir sobre a condição da sua vocação. “Jesus, ao longo destes 15 dias, voltou a perguntar aos jovens do nosso Algarve: ‘Tu amas-me? Ou esse amor que me dizes ter, não passam de palavras proferidas dentro das paredes da Igreja e só vai até determinadas circunstâncias do teu viver”, considerou o reitor do Seminário diocesano na celebração que marcou o encerramento da iniciativa no passado sábado à noite na igreja de Monte Gordo. Salientando que “a vocação sacerdotal é uma questão de amor”, o padre Mário de Sousa deixou claro que “quem me ama verdadeiramente é capaz de se entregar sem condições”. “Quando amamos, verdadeiramente, pomos à frente da nossa vida o projecto que Deus tem para nós e, através de nós para a sua Igreja, porque confiamos e sabemos que Aquele que tanto nos ama jamais nos há-de faltar”, referiu, justificando que “quem descobriu o amor de Deus na sua vida, entrega-lhe o coração porque sente que jamais alguém o amará com o amor e com o carinho que Deus lhe tem”. “Os cristãos, porque se sentem amados por Deus, se o Senhor lhes bater à porta, não têm medo e abrem”, constatou o padre Mário de Sousa, que já no encerramento do Lausperene na cidade de Faro, na igreja de São Pedro, tinha manifestado a opinião de que “se por ventura há falta de sacerdotes é porque há falta de cristãos”, pois, explicou, “quem ama não fica insensível às necessidades da Igreja”. “Quando amamos verdadeiramente o Senhor, necessariamente amamos aquela por quem Ele se entregou: a Sua Igreja”, complementou, acrescentando que “quem realmente ama o Senhor, e faz a experiência da sua entrega por todos os homens, sente necessidade de a Ele também consagrar a vida”. Na condição de reitor do Seminário diocesano agradeceu “a todos os cristãos do Algarve que estiveram em oração contínua para que o Senhor da Messe envie operários para a sua messe” e “por todo o carinho pelo Seminário”. “O Seminário é o ‘coração’ da diocese. Naquela casa reside a nossa esperança enquanto membros da Igreja e residem jovens cristãos que estão a discernir sobre a vontade de Deus e a pedir ao Espírito Santo a coragem para se entregarem apenas e exclusivamente por amor a Jesus e a cada um de vós”, afirmou. À FOLHA DO DOMINGO, o sacerdote considerou que “o Lausperene tem ajudado a Igreja do Algarve a sentir o Seminário muito no seu coração e na sua oração”, bem como “a compreender que a Palavra do Senhor no Evangelho é séria”. “O Lausperene ajuda-nos a entrar nesta intimidade com Ele e a pedir do seu coração de Pastor os servidores que a nossa Igreja, que é d’Ele, precisa”, complementou, lembrando que os resultados não são imediatos. “Nós queremos ver logo os frutos, mas Deus tem um calendário diferente do nosso e temos de confiar que a nossa oração há-de produzir os seus frutos e que o Senhor, no momento oportuno, nos há-de conceder os sacerdotes que a nossa Igreja precisa”, confiou. No entanto, em Monte Gordo, o padre Mário de Sousa alertou para o risco de se julgar concluída a tarefa de rezar em favor deste objectivo concreto: “Não podemos dormir. Vigiai e orai, diz o Senhor. Continuemos a pedir a Deus que nos dê os sacerdotes que nós precisamos para que nunca nos falte a Eucaristia, para que possamos sempre ser alimentados pela Palavra que vem de Deus e por este Pão, que é o próprio Senhor”, advertiu, acrescentando um apelo que já tinha realizado em Faro: “Rezai a Deus pelos padres e pelos seminaristas e não tenhais medo de ser instrumentos de Jesus naquilo que é o essencial e de perguntar aos vossos jovens: ‘Tu amas-me?’”. “Falai do sacerdócio aos vossos filhos. Eles não serão felizes apenas sendo doutores, tendo uma boa casa e um bom carro. Esses são os critérios dos pagãos. Os cristãos têm outros critérios de vida. Não tenhais vergonha de propor o caminho da consagração à Igreja e a Deus”, exortou em São Pedro, o padre Mário de Sousa.

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