Sexta-feira 29 de Novembro de 2019
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1º DE MAIO: DIA DO TRABALHO

Um dos segredos para o sucesso, a realização, a felicidade e o bem estar no mundo do trabalho, é que cada um procure fazer aquilo de que gosta, aquilo em que acredita. Ora como muitas vezes tal não é possível, então resta-nos tentar agarrar com ambas as mãos o nosso trabalho, tentar afeiçoar-mo-nos à nossa actividade, para que a mesma seja realizada com o máximo de alegria possível, para que o trabalho não seja algo penoso, para que não seja um desagradável sacríficio, antes fonte de realização e de vontade de vencer. Infelizmente, em muitos lados o trabalho tornou-se numa desenfrada competição, num ringue de agressividade, o­nde o colega é um adversário quando não um inimigo… Um ambiente desses torna a vida ainda mais insuportável. Este estado de coisas tem de mudar: O primeiro e mais importante factor de produção são as pessoas! Sem pessoas não há empresas, por muito que a evolução tecnológica pareça dispensá-las. Neste contexto actual em que parece que as máquinas, os computadores e a internet tudo fazem e tudo resolvem torna-se importante que os gestores saibam aproveitar, valorizar e estimular as ideias, a criatividade e os contributos inovadores que os trabalhadores lhes apresentam. A Igreja desde sempre, mas particularmente desde os finais do século XIX que tem prestado uma grande atenção ao mundo do trabalho. Ela também considera que a actividade humana, nomeadamente no campo laboral deve ser desenvolvida como um serviço aos outros, à família e à sociedade e mais do que isso, considera que devemos viver o nosso trabalho, como «um prolongamento da obra do Criador, um serviço aos irmãos e um contributo pessoal para a realização dos desígnios de Deus na história». Isto pode ler-se na Constituição Pastoral Gaudium et Spes do II Concílio do Vaticano, mas já S. Paulo recomendava aos Colossenses: «qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor». Associando-se ao Dia do Trabalhador, desde há cinquenta anos, que a Igreja fez do 1º de Maio a festa de S. José Operário, apresentando-o como modelo para todos os que trabalham, para que trabalhem com empenho, com alegria, «com o coração», «de boa vontade, como quem serve a Cristo, Nosso Senhor».

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