Estes homens e mulheres, respectivamente com uma média etária de 30 anos e 32 anos, – sendo que os homens têm idade entre os 18 e os 41 anos, enquanto que as mulheres tinham entre os 18 e os 53 anos –, iniciaram uma nova fase do seu catecumenado – a purificação e iluminação, – deixando de ser catecúmenos para passar a ser eleitos ou seja escolhidos. A Igreja tem um percurso próprio para a iniciação cristã dos adultos que começa com um período de pré-catecumenado, com a manifestação do primeiro desejo de ser Baptizado. Segue-se o tempo de catecumenado, ligado de maneira particular à catequese, ao conhecimento da pessoa de Jesus, da Igreja e das verdades da fé cristã. Este tempo termina com o Rito de Eleição dos catecúmenos e a partir desse dia, a preocupação com os adultos já não é de ordem doutrinal, mas de ordem espiritual. São então convidados a uma caminhada mais intensa de ordem interior, espiritual. Seguidamente à recepção dos sacramentos da iniciação cristã, com o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia, os neófitos iniciam um período de Mistagogia em que são inseridos na vida da Igreja. Dirigindo-se aos catecúmenos que se reuniram consigo numa sala anexa ao Seminário de São José, em Faro, D. Manuel Quintas começou por lembrar que “os três sacramentos formam uma unidade”. “Se não os recebemos ao mesmo tempo em criança (no caso daqueles que foram baptizados) é apenas por razões de ordem pastoral”, explicou o Prelado, deixando claro que os sacramentos “estão de tal maneira ligados” entre si que se requerem uns aos outros. O Bispo diocesano lembrou que realiza sempre igual encontro com aqueles que se crismam e explicou ser “muito mais importante que haja este encontro com aqueles que vão receber os sacramentos da iniciação cristã”. Aos catecúmenos salientou a importância da Vigília Pascal. “É uma noite especial para nós cristãos e a particularidade dessa noite está também centrada nos adultos que são baptizados”, disse. Ao longo do encontro com os candidatos à iniciação cristã falou sobre o sentido da Páscoa, incluindo a simbologia do período de preparação que a precede – a Quaresma – e da caminhada de iniciação cristã (catecumenado), recuperada após o Concílio Vaticano II, que explicou ter origem nos primeiros séculos do Cristianismo. Mais tarde, na capela do Seminário diocesano, acompanhados pelos seus padrinhos, garantes nesta sua caminhada de fé, os candidatos depois de apresentados pelo diácono Luís Galante, delegado diocesano do Catecumenado, aproximaram-se do Bispo diocesano. Após terem sido interrogados, padrinhos e candidatos, os segundos inscreveram em livro próprio o seu nome, gesto que confirma a sua vontade em receber os sacramentos da iniciação cristã. Os eleitos irão agora, durante os próximos domingos da Quaresma, celebrar nas suas paróquias os escrutínios e a tradição do Credo e do Pai-Nosso e na Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias, completarão a sua iniciação sacramental.