A participação dos portugueses, divididos por várias paroquias e famílias foi sempre muito entusiasmada. "Houve um pequeno grupo que ficou na organização, mas os outros dividiram-se pelas actividades das paróquias, nomeadamente nas orações, nos trabalhos de grupo sobre variados temas, durante as manhãs", afirma o res-ponsável pelo grupo algarvio. Aqui a troca de experiências e o contacto com jovens de outras realidades e países foi o mais marcante. "Com polacos, ingleses, portugueses houve uma grande troca de experiências" e mesmo as orações comunitárias em que cada um reza na sua língua "vê-se a grande simplicidade com que as pessoas se unem em torno de Jesus Cristo". A noite de 31 de Dezembro foi também "muito marcante, com uma vigília de oração que se prolongou até ao novo ano", seguindo-se a festa dos povos, onde cada "povo partilhava uma música tradicional do seu país ou algum jogo", lembra João Cabral. Este grupo já faz planos para no próximo ano ir a Genebra para o 30º Encontro Europeu de Taizé. "Foi muito emotivo, porque o irmão Roger começou estes encontros precisamente na Suíça, no seu apartamento, sendo esta uma forma de prestar homenagem". Figura muito lembrada nas meditações do Irmão Alois, actual prior da Comunidade de Taizé. A viagem só termina pela madrugada, mas trazem já "a vontade de levar para a nossa comunidade todo o espírito de partilha e acolhimento, até porque o Algarve tem muito a aprender com esta forma de vi-ver o Evangelho".