A Igreja, colectividade de cristãos, e a Instituição constituída pelos diversos escalões de Mulheres e Homens que se consagram à divulgação daqueles valores que nos identificaram através dos tempos, é perseguida e denegrida por ser, com a família, o mais sólido obstáculo à instalação do caos social e ético. Parece não haver alguém disposto a denunciar, contrariar, combater o projecto subtilmente delineado para eliminar os empecilhos à implantação da libertinagem favorável a todos os negócios mais sórdidos. É velho o lema “dividir para reinar”. Destruindo os valores representados e transmitidos pela FAMÍLIA, o materialismo, auto-denominado de agnóstico, procura atingir os seus objectivos de aniquilação da força moral representada pela Igreja. Demagogicamente, alguns partidos ansiosos por captar o voto de minorias, despojadas de todos os valores morais, que contrariem os seus desejos de vida desregrada onde “vale tudo”, comprometem-se em satisfazer a concretização das mais absurdas pretensões. O modelo de referência parece hoje ser a Holanda. E porque, nos Baixos Países, tudo é permitido, já que não temos identidade firmemente assumida, porque não aqui também copiarmos aquele País?! Primeiro foi a ementa do aborto. No decorrer das campanhas, pelo SIM ou pelo NÃO, até cientistas houve que se permitiram deturpar a verdade. Ainda estamos para ver se um óvulo de sapo fecundado dá origem a um pato ou a um girassol! Como era de prever agora teremos eutanásia “á la carte”. E não vamos ficar por aqui. Depois teremos casamentos “gay”, no dia de Santo António e, possivelmente, também organizados pela Câmara Municipal! Será de esperar que o primeiro “casal” a cumprir a sua função reprodutiva da espécie seja largamente compensado? … Depois de, à holandesa, legalizados os enlaces homossexuais, teremos a proposta de eliminação de todos os deficientes mentais e físicos, para não atrapalharem as famílias já que o Estado, integralmente materialista, não tem meios para apoiar as famílias nem estará interessado. A Segurança Social continuando a enfrentar dificuldades crescentes e não encontrando soluções dignas, virão, então, os discípulos de Béria e Hitler sugerir a eliminação dos Idosos que não apresentem um percurso político-parlamentar sustentável. Talvez antes dos idosos não políticos venham ainda os ocupantes das penitenciárias. Entretanto, com a maior das facilidades, e proveito para alguns, comercializa-se droga por todos os cantos do País. A pedofilia já está instalada nos costumes de muitas sociedades, o tráfego de mulheres, crianças e órgãos são negócios que não parecem incomodar grandemente. Traficar armas é prestar um serviço aos seus fabricantes que podem, em acção, comprovar a sua eficácia. A promiscuidade é já uma banalidade que os filósofos da liberdade, do “viaja primeiro paga depois”, conseguiram introduzir nos grupos juvenis a pretexto de modernidade. Sim, porque, agora, tudo tem de ser livre, moderno e sustentável ou modernamente sustentável e livre. Que fazem os movimentos pré-fabricados para contrariar a ideia de um aborto já socialmente instalado? Que estão à espera os cristãos, para repor os valores que nos caracterizavam, que nos conferiam identidade e que levámos aos quatro cantos do mundo e pelos quais éramos admirados e respeitados? Hoje, somos humilhados em nossas próprias casas, sem reagirmos. Foi preciso um Scolari para nos trazer alguma auto-estima porque já nem respeito por nós próprios tínhamos.