Sexta-feira 23 de Agosto de 2019
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A IGREJA MÃE DE JERUSALÉM

A Terra de Jesus, continua a ser palco de um conflito bélico que se prolonga há décadas e que, especialmente nos últimos anos, tem provocado enormes dificuldades de sobrevivência aos cristãos e às comunidades cristãs. É a via dolorosa do desemprego e da pobreza, com graves reflexos na vida das famílias cristãs de Israel e da Palestina, que na primeira oportunidade deixam a sua terra e partem para outras paragens em busca de melhor vida. Porém, «a presença dos cristãos na Terra Santa é mais do que necessária para o futuro pacífico daquela área e para o bem de toda a Igreja Universal, que deve achar presentes naqueles Lugares Santos, comunidades vivas que professem a fé evangélica», pode ler-se na carta, que no início da Quaresma o Cardeal Inácio Moussa Daoud, Patriarca emérito de Antioquia dos Sírios e Prefeito da Congregação das Igrejas Orientais, enviou a todos os Bispos, chamando a atenção para «a responsabilidade que a Igreja Universal tem em relação à Igreja Mãe de Jerusalém, par a com a qual todos os cristãos têm um débito insquecível». Isto significa, muito concretamente, que todos os cristãos têm “o dever de acompanhar com a oração e a solidariedade” as comunidades cristãs da Terra Santa, nomeadamente na colecta «pro Terra Sancta» que terá lugar durante a adoração da cruz em Sexta-feira Santa. Quando na próxima Sexta-Feira Maior nos recolhermos diante do «madeiro da cruz no qual esteve suspenso o Salvador do mundo» pensemos particularmente nos Cristãos da Terra Santa, naqueles verdadeiros mártires, que vivem no meio dos escombros, cercados pelo «novo muro da vergonha», que se mantêm firmes na fé, resistindo à apostasia e cumprindo fielmente a singular missão de conservar erguida a cruz de Cristo, implantada bem no alto daquelas montanhas santas, no coração daquelas colinas sagradas, que foram cenário da história da nossa salvação. Ao beijarmos o corpo de Cristo cruxificado, beijemos também esses novos Cristos que em Jerusalém e em todo o Israel, em Belém e no resto da Palestina, no Líbano e na Síria, no Iraque e na Jordânia, enfim, um pouco por todo o Oriente Médio são perseguidos, marginalizados, ostracizados, por vezes torturados e até mortos, pelo simples facto de serem e quererem continuar a ser cristãos. Ainda há poucos dias homens que se dizem “religiosos” e até “clérigos” exigiram do Governo do Afeganistão a condenação à morte, por decapitação, de um cidadão afegão pela única razão de ele se ter convertido ao cristianismo!… Ainda há pouco mais de um mês, pessoas que se dizem “religiosas”, atacaram um dos lugares mais sagrados para a fé cristã: A Basílica da Anunciação em Nazaré… E os exemplos poderiam multiplicar-se. Face a estas e outras injustas agressões por parte de pessoas que concebem a liberdade religiosa exclusivamente em “sentido único”, só podemos seguir o exemplo de Cristo que “insultado, não pagava com injúrias: maltratado não respondia com ameaças”.

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