Segunda-feira 14 de Outubro de 2019
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A MENDICIDADE

De mil modos se apresenta essa multidão de pedintes: uns expondo à vista dos que passam os seus aleijões e mazelas, outros com crianças ao colo para maior comiseração e alguns ainda exibindo cartazes com apelos veementes e súplicas desesperadas… Nas grandes cidades espalham-se pelas ruas mais movimentadas ou aninham-se às portas dos templos sobretudo dos mais frequentados. São novos, velhos, sujos, barbudos e, às vezes, acompanhados por um ou dois cães… Infelizmente, são cada vez um maior número e parece que os responsáveis fecham os olhos a toda esta deprimente situação. Não há quem se interesse, de verdade, para dar solução a esta tão grande mazela. De facto, é preciso que as autoridades competentes se empenhem e investiguem de modo a poderem dar uma solução adequada a tão deprimente situação. Aliás convém não esquecer que outros países desta nossa velha Europa têm procurado solucionar, com êxito, este fenómeno da mendicidade. Tanto mais que, muitas vezes, se vem a descobrir que, por detrás de alguns cenários aparentemente de penúria, existe alguma abundância escondida. Daí, pois, a necessidade de, a par do cultivo da solidariedade devida aos verdadeiros necessitados, haja a repressão a toda a vigarice exploradora da compaixão das pessoas simples e bondosas que se deixam comover de tal modo que, com toda a facilidade cedem às lamúrias e às comoventes narrações e romances bem urdidos… É, pois, necessário e urgente que todos os responsáveis se voltem para o problema da mendicidade, com vontade sincera de o resolverem. 

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