Quer o ocorrido nestes dias, há mais de dois mil anos, em Jerusalém, desde a prece "Pai, se é possível afasta de Mim este cálice…), à "histórica" instituição da Eucaristia, esse sacramento de Amor e do Sacerdócio ("Vem e segue-Me…") a todo o sacrifício da Via Sacra e do Supremo Sacrifício no Monte do Golgotá até à madrugada gloriosa de um Tempo Novo em que a Ressurreição do Ungido nos abriu as portas da Redenção, são pilares básicos da nossa fé. Solidificam-na e dão-lhe aquele sentido de comunhão com a Santíssima Trindade, que é referência de uma vida reencontrada conforme os desígnios do Senhor, a cuja imagem e semelhança fomos criados. "Toda a nossa Fé teria sido em vão…", como escreve o Apóstolo se os mesmos não se tivessem verificado, cimentando histórica e realmente as Profecias e Escrituras e a verdade in- trínseca, autêntica, comungante do Mandamento Novo. A Ressurreição de Cristo transcende-nos e empolga-nos, vivifica-nos e, em espírito de humildade, agiganta-nos, abre para todo o sempre o caminho da Ressurreição Final. Tal como há vinte séculos, acompanhando as mulheres que foram ao túmulo do Crucificado, vivemos que a Vida venceu a Morte e que todo o júbilo é um festiva oração, porque "Ressuscitou, como disse: Aleluia! Aleluia!".