Segunda-feira 14 de Outubro de 2019
Inicio / Noticias / «A paz é possível se nos amarmos uns aos outros», afirmou, na Celebração Ecuménica do Folkfaro, o padre Cunha Duarte

«A paz é possível se nos amarmos uns aos outros», afirmou, na Celebração Ecuménica do Folkfaro, o padre Cunha Duarte

Organizado pelo Grupo Folclórico de Faro, decano dos agrupamentos folclóricos algarvios e uma dos mais prestigiadas instituições folcoro-etnográflcas portuguesas a nível mundial, revestiu-se, o que é o mais famoso festival que entre nós ocorre, como o comprova o pleno reconhecimento do CIOFF (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore), organismo com amplas relações formais com a UNESCO. Foi entre 19 e 27 de Agosto que, comportando um vasto programa, que se estendeu por Gala de Abertura, com lotação esgotada no Teatro das Figuras, em Faro; recepção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Faro; animação musical, folclore internacional, desfile das nações, folclore para crianças (Biblioteca Ramos Rosa na capital algarvia), ateliers de dança (Escola Secundária João de Deus), exposições, folclore para a 3ª idade (ARPI, Lar da Misericórdia de Faro, Associação do Montenegro, etc), animações de rua e nos parques (Aquashow), folclore para reclusos no Estabelecimento Prisional de Faro e espectáculos em Faro (Passeio da Doca integrando a XIX Feira dos Doces, Frutos Secos e Bebidas Regionais, etc.), Albufeira (Inatel) e São Brás de Alportel; o espectáculo «Tradições do Mundo», desfiles e as cerimónia ecuménica e de encerramento, foram jornadas vividas nesta participação de mais de 300 elementos de 14 agrupamentos vindos de 8 países (Portugal – Grupo Folclórico de Faro. Associação Filarmónica de Faro, Clube de Danças da Escola Secundária João de Deus, Companhia de Dança do Algarve, Os Pastores de São Romão – Serra da Estrela, Rancho Folclórico de Correlhã – Ponte de Lima e Rancho Folclórico de Penacova); Argentina (Instituto y Ballet El Cimarron); França (La Bourrée Gannatoise); Geórgia (Grupo Folclórico Varazi); Sérvia (Kud Gosa); Paraguai (Semblanzas de Mi Tierra), Roménia (Dorul) e Macedónia. A Celebração Ecuménica foi presidida pelo padre José da Cunha Duarte, cuja acção nos campos da etnografia, do folclore, da música, da museologia, da investigação histórica sempre na perspectiva da sua intervenção pastoral são sobejamente conhecidas. Amabélio Pereira, um dos mais dedicados dirigentes da Organização do «FolkFaro» e do Grupo Folclórico de Faro assinalou que a Celebração Ecuménica, para além de um louvor a Deus era um contributo do folclore para a paz no Mundo. Na sua intervenção o padre Cunha Duarte apontou que «a Terra e o Mar hoje não têm fronteiras e este Encontro Mundial de Folclore mostra como á possível vivermos todos em paz e fraternidade». No Texto Evangélico que leu destacou o «Amor como base da Família e de um Mundo Melhor», recordando, com base nas palavras do Papa João Paulo II «A paz é possível» – «que todos levemos no coração a mensagem — a paz é possível se nos amarmos uns aos outros».Seguiu-se o testemunho dos vários países participantes, a que se seguia a interpretação de um hino ou de uma música de louvor ao Criador e de fé na paz entre os homens de todo o Mundo. Principiou e terminou com Portugal, através do Grupo Folclórico de Faro («grande abraço entre os povos de toda a Terra pelo folclore») e do Rancho Folclórico da Correlhã, seguindo-se a Sérvia («Que a paz seja espalhada pelos corações de todo o Mundo»), França («Que este Encontro seja mais um contributo para a cultura da paz»), Roménia («A amizade — o encontro para a paz»), Paraguai («Hossana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor!»), Macedónia («Um obrigado a Faro por este abraço de paz e fraternidade unindo o Mundo»), Argentina («Só peço a Deus que a guerra não me seja indiferente») e Geórgia («A paz será mais duradoura quando os países fortalecerem as suas culturas»). Depois foi um hino de fraternidade e de louvor ao Criador quando todos os participantes, de mãos dadas e os olhos marejados, contaram em uníssono o «Aleluia» e o presidente da Celebração Ecuménica padre José da Cunha Duarte encerrou afirmando: «O Mundo não tem fronteiras. E possível cumprir a Paz!».

Verifique também

Bispo do Algarve destacou ação das Misericórdias para “curar as chagas humanas e sociais”

O bispo do Algarve considerou ontem que “as Misericórdias se situam entre as instituições que, …