Quinta-feira 19 de Setembro de 2019
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«A paz entre os povos» foi a prece pedida pelos 7 países presentes no «Folkfaro» (III Festival Internacional de Folclore de Faro)

Vivência de grande significado espiritual em que através das orações, dos depoimentos e das músicas e canções tradicionais de Portugal (Grupos Folclóricos de Coimbra, de Terras da Feira e de Faro e «O Cantaréu» – Vila Real), de Espanha (Grupos de Coros y Danzas «La Serrana» – Piornal e Frederico Lozano (Salamanca), de Itália (Angélica», de Danzerini di Aviano), da Eslovénia («Iskraemeco Kranj»), do Brasil («Tropeiros da Borborema», da Campina Grande), Ucrânia («DIM Prodilsky») e México (Folklórico Magisterial de Nuevo Leon – Monterrey), que envergando os seus trajes tradicionais encheram a nave central daquele templo. Presidiu o pároco padre Manuel Rodrigues que referiu o sentido humano, expressão artística popular, cultural, simbologia, sentido espiritual e de identificação dos povos que o folclore determina, expondo a sua evolução ao longo dos séculos, de modo próprio desde que considerado como parte fundamental da ciência etnográfica e o significado desta celebração no decurso deste Festival, que é uma das maiores manifestações que, no seu género, decorrem em Portugal. Organizado pelo Grupo Folclórico de Faro, que este ano comemora os 75 anos a sua fundação e que é um dos mais dinâmicos agentes culturais e promotores da identificação do Algarve, foi incluído por mérito próprio na programação de «Faro, Capital Nacional da Cultura — 2005», estendendo-se a várias localidades da Região (além da cidade sede, Cabanas de Tavira, São Brás de Alportel, Albufeira, Montenegro, Loulé e Conceição de Faro), comportando ainda um vasto conjunto de realizações (ateliers de danças, recepções, animação infantil, para reclusos e para a 3ª idade, etc.) e de presenças em instituições (ARPI, Santa Casa da Misericórdia de Faro, Inatel, etc.). Foi após a celebração da Missa Dominical que decorreu esta Celebração Ecuménica, com as Bandeiras Nacionais dos vários países e dos agrupamentos presentes no Altar Mor, tendo cada um dos grupos folclóricos, na sua língua natal com posterior tradução para Português, apresentado o seu testemunho — oração em que a «Paz é Possível. Queremos a Paz» foi a tónica dominante, num «compromisso entre os homens» (Itália), «O folclore respira paz. O folclore é paz» (Portugal), «O canto e a dança em prol da paz, purificando os corações» (Eslovénia), «O folclore foi e será sempre o grande instrumento da paz. Viva a paz» (Brasil), «Apesar das diferenças, todos somos iguais e todos queremos viver em paz» (Espanha) e «Este é o nosso contributo, falando línguas diferentes para construirmos a paz na glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo» (Ucrânia). No final o padre Manuel Rodrigues saudou os presentes e felicitou os organizadores do «III FolkFaro», que considerou nesta jornada ecuménica «uma celebração de grande dimensão espiritual, viva e participada» implorando as bênçãos de Deus.

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