Este fenómeno está a acarretar, sem dúvida alguma, graves repercussões a todos os níveis como, nomeadamente, no campo político, social e económico, bem como no âmbito familiar. E devido a vários factores positivos como a melhoria das condições de vida, os avanços da medicina, as condições de higiene e alimentação, o envelhecimento continuará a expandir-se cada vez mais sobretudo nos países desenvolvidos. Assim, o aumento de pessoas idosas tem provocado e continuará provocando fortes mudanças nas famílias e na sociedade. Antigamente a célula familiar era estruturalmente mais coesa, a solidariedade entre gerações era mais forte e hoje, muito embora, o afecto não tenha desaparecido, bem como o sentimento da gratidão, contudo, devido a imperativos e necessidades várias, os filhos não têm as facilidades de antigamente de prestarem assistência aos pais nas suas próprias casas. O trabalho, actividade profissional tornou-se mais exigente e até as próprias residências não têm o mesmo espaço físico, sobretudo nos centros humanos daí o ter-se perdido, digamos assim, a homogeneidade de outros tempos… Quanto ao impacto provocado pelo envelhecimento na sociedade ele é bem visível nas estruturas da segurança social e da saúde pública. Já, hoje, em muitos países, o colapso da segurança social é bem notório e em Portugal os responsáveis políticos têm alertado o País para este problema. De facto, o número de anos que as reformas duravam aumentaram 3 vezes mais, daí os desequilíbrios da segurança social, pois, não podemos esquecer a pouca diferença entre trabalhadores activos e reformados… Infelizmente já há idosos a morrer de fome, deambulando na maior miséria, sem lar, sem remédios, sem nada… Não será já tempo para o Estado intervir de uma maneira mais eficaz em favor dos velhos?