Terça-feira 15 de Outubro de 2019
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Acolhimento dos desconhecidos marcou a Cicloperegrinação

O sacerdote e principal impulsionador do grupo esclarece que as maiores contrariedades sentidas pelos seis cicloperegrinos se prenderam com aspectos mecânicos das bicicletas e com as condições climatéricas. “Houve uma das bicicletas cujo quadro se partiu por três vezes. Por outro lado, íamos preparados para algum frio e chuva, mas não para tanto frio e tanta chuva”, sublinha, acrescentando também à enumeração das dificuldades, o “cansaço físico”. “Acabámos por fazer médias de 120 quilómetros por dia e houve um dia que tivemos de fazer 190 quilómetros para recuperar o dia anterior”, recorda. Contudo, lembra o padre Dinis Faísca, “nos dias mais difíceis, parece que Deus nos presenteava com um ‘rebuçado’ ao fim do dia, como alguém que nos levava directamente até ao local de alojamento, ou alguém que nos oferecia um jantar muito reconfortante, ou alguém que nos disponibilizava a sua própria cama para descansarmos, etc.”. “As pessoas foram esse rosto da providência divina”, afirma o padre Dinis Faísca que se diz “marcado pela abertura e acolhimento das pessoas” e garante que este aspecto ajudará aos elementos do grupo a, no futuro, serem “mais acolhedores para com o irmão desconhecido” e “mais desprendidos com os próprios bens materiais”. Tal como estava previsto os seis cicloperegrinos algarvios chegaram a Schönau, na Alemanha, no dia 11 de Agosto, 25 dias depois da saída do Largo da Sé, em Faro.

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