Com o pároco local, o padre Carlos de Matos, aguardava o cónego António Marim, natural de Alte, membro do clero do patriarcado de Lisboa, onde é vigário geral. Presente esteve também o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, bem como o presidente da Junta de Freguesia local.. A imagem, que chegou numa carrinha de caixa aberta cerca de três quartos de hora depois das 18 horas – a hora anunciada –, foi colocada em ombros e homenageada por dois cavaleiros que deixaram a montada para lhe dedicar alguns versos. “Ó Virgem Mãe peregrina/que hoje nos vens visitar; Disseste sim ao Senhor/e Jesus nos veio salvar; Não deixaste de nos vir ver/à nossa terra de Alte; Abençoai os altenses/e que a paz nunca nos falte; Obrigado Mãe Divina/por tanto amor e emoção; Recebei nossa homenagem/que é dada de coração”, foram as quadras dirigidas à imagem peregrina da Virgem de Fátima, seguidas de algumas vivas. Deu-se então início à procissão de velas que foi presidida pelo membro do Cabido de Lisboa, e que seguiu pela avenida 25 de Abril até às fontes de Alte, terminando junto à igreja paroquial. Ao longo do cortejo processional, que demorou cerca de uma hora, a recitação do rosário foi enriquecida com a encenação ao vivo das principais cenas das aparições de Nossa Senhora em Fátima, assim como da aparição do anjo a Nossa Senhora, quadros que atraíram a atenção de todos. Chegados à igreja matriz de Alte, os fiéis acolheram a palavra do pároco que lembrou o gesto da coroação da Virgem Maria, pelo rei D. João IV, que a nomeou padroeira de Portugal. “Coroar Nossa Senhora é reconhecer n’Ela a nossa Mãe, que nos ensina a rezar e nos dá testemunho do amor na simplicidade e no silêncio”, destacou o padre Carlos de Matos, pedindo ao presidente da Junta de Freguesia para repetir o gesto do monarca. Tal como já tinha acontecido em Querença oito dias antes, a imagem peregrina voltou a ser saudada com morteiros que antes já acompanharam a procissão e com fogo de artifício e salvas de fogo. O espectáculo pirotécnico surpreendeu também em Alte os presentes e terminou com a revelação de um quadro flamejante com a imagem da Virgem de Fátima. Após mais algumas quadras dedicadas a Nossa Senhora, o prior, salientando a presença dos paroquianos de Querença e da comunidade de Tôr que vieram acompanhar a imagem mariana, destacou a alegria em acolher aquela visita. “Certamente, com muita alegria, já nos vimos preparando há algum tempo para acolher Nossa Senhora. Não tanto a sua imagem, mas sobretudo o que Ela nos disse e a mensagem que nos quer deixar”, afirmou o padre Carlos de Matos, acrescentando que “a mensagem de Maria é exactamente aquilo que nos disse nas Bodas de Caná”. “Disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». É esta a atitude de Maria: apontar para o Filho. É Jesus que Ela anuncia, é para Ele que Ela aponta, é da Sua palavra que Ela se torna discípula. Honrar Maria é fazer a vontade do Filho e a vontade do Filho é dar a conhecer o Pai”, sublinhou o sacerdote que, a terminar, deixou alguns apelos. “Aquilo que pedimos a Nossa Senhora é que nos ajude e nos dê o discernimento, a vontade e coragem de vencer os obstáculos que ainda nos impedem de ver, tocar e sentir Jesus. São poucos dias mas vamos aproveitar de forma intensa a estada de Nossa Senhora no meio de nós”, pediu o sacerdote. Brevemente, mais fotos na Galeria de Imagens