Após a oração da manhã e as apresentações das várias associações de acólitos presentes, o padre Carlos de Aquino, assistente do Centro Diocesano de Acólitos (CDA), entidade que promoveu a iniciativa, destacou alguns aspectos a ter presentes por todos os que exercem o ministério de acólito. “Não se deve desempenhar este serviço como qualquer coisa que se exerce com vaidade interior”, começou por sublinhar o sacerdote, definindo os acólitos como “rapazes e raparigas que são felizes porque, muitas vezes, fazem a experiência de amizade com o Pai”. “Estamos a partilhar durante este dia a alegria de sermos filhos e amados por alguém que tem conduzido a nossa história e que dá sentido à nossa vida”, observou o padre Carlos de Aquino, considerando que “para um acólito não há experiência mais bonita, cumprida na fé, que o leve a essa amizade bela e profunda com Jesus, que não seja caminho da escuta da Palavra e compromisso no serviço pelo amor; que não seja iluminada no coração pela força do Espírito do Senhor”. “O nosso dia hoje é para fazermos festa na amizade uns com os outros, para partilharmos esta verdade”, justificou. O sacerdote definiu ainda os servidores do altar como “rapazes e raparigas para os quais a Palavra de Deus não é uma teoria”. “É a expressão viva de uma Pessoa que é nossa amiga e que nós aprendemos, todos os dias, a torná-la amiga com sinceridade”, complementou, exortando os presentes a testemunhar Jesus “com muita simplicidade e alegria”. “Somos tão felizes por sermos amigos d’Ele que queremos que aqueles de quem nos aproximamos também sejam”, fundamentou. O assistente do CDA explicou que “o Bom Pastor é Jesus”. “Sem Ele não fazia sentido nada do que fazemos em Igreja e não tinha sentido o nosso serviço. Estamos ao serviço de Jesus”, complementou, lembrando que “uma das expressões belas da presença de Jesus, enquanto servo e cabeça da comunidade, são os sacerdotes”. “Os são acólitos são aqueles que, depois de serem muito amigos de Jesus, também são muito amigos dos padres”, clarificou, acrescentando que os acólitos estão ao serviço do padre e exercem o seu ministério na Igreja em comunhão com ele. “Se não forem amigos dos sacerdotes e não estiverem em comunhão e colaboração com eles, obviamente que também não faria sentido o vosso serviço”, advertiu. “Para termos padres novos e uma Igreja rejuvenescida, precisamos da generosidade de quem se possa perguntar com verdade: Senhor o que queres de mim?”, observou, deixando claro que “nem todos os acólitos serão padres, nem exercem esse ministério para o serem”, embora entenda ser importante que se questionem sobre a sua vocação. A manhã foi ainda marcada por uma partilha testemunhal da vivência do acolitado na vida de cada um dos 5 intervenientes. O seminarista António de Freitas, acólito instituído, foi um dos que deixou o seu testemunho de vivência do ministério, embora tendo presente condição diferenciada de vocacionado ao sacerdócio. Carlos Cristóvão, Débora Martins, Inês Agostinho e Getúlio Bica apresentaram igualmente diferentes experiências de vivência do acolitado. Seguiu-se então a celebração da Eucaristia e o almoço. Da parte da tarde, os acólitos realizaram um trabalho por grupos, terminando o dia com mais algumas considerações o exercício do ministério. Mais fotos na Galeria de Imagens