Miguel Reis Cunha, da Comissão Executiva, considera que o que se passou nos últimos meses foi "memorável", destacando a "dinâmica" criada em torno da defesa da Vida. "Podemos testemunhar a vontade e o activismo de muita gente", realça, alertando para as "condições adversas" que se fizeram sentir. Reis Cunha considera que o maior desafio imposto ao movimento é, desde já, continuar a "educar para a vida". "Temos que combater o egocentrismo e a visão utilitarista e hedonista que grassa nas sociedades modernas e, em especial, na sociedade algarvia", acrescenta. Aquele responsável defende, como já o tinha manifestado antes mesmo do dia do referendo, que o apoio à vida passa agora pelo empenhamento nas associações de apoio à mulher grávida. "Estão todos convidados para ver em que medida, com actos concretos, é que poderemos dinamizar ou redinamizar essas associações que têm uma missão tão importante e que (ao contrário do ‘Algarve pela Vida’) não se esgota em meia dúzia de semanas de campanha, mas que actuam de forma perene", concretiza.