A Vigília de Oração, promovida pelo Sector Diocesano da Pastoral Juvenil, intitulada “Não tenhais medo”, foi particularmente vocacionada para os jovens que quizeram, em conjunto com as restantes pessoas presentes, homenagear o Sumo Pontífice pelos quase 27 anos de Pontificado e, mais concretamente, pela caminhada conjunta que iniciou com a juventude do mundo quando, em 1984, instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude. O Bispo do Algarve, que presidiu à celebração, pediu na sua homilia à comunidade presente que louve o Senhor «pela coragem e pelo dom deste Papa à sua Igreja». «Deixemo-nos interpelar pelo testemunho que ele nos deixou e pelo legado que nos transmitiu», afirmou D. Manuel Neto Quintas. Durante a noite, o Prelado evocou também o Espírito Santo «para que assista o Colégio dos Cardeais, que tem de escolher o novo pastor para a Igreja». O Bispo diocesano destacou o Papa João Paulo II como «aquele que tudo fez para unir e aproximar os que andam perdidos, os que têm dificuldade para construir a paz e um mundo melhor». Sobre a origem da determinação do saudoso Pontífice, D. Manuel Quintas afirmou não ter dúvidas que «este homem foi encontrar a sua força na fé». «Fé que provocou nele uma paixão muito grande por Cristo e pela Igreja, a quem ele consagrou toda a sua vida, de uma maneira plena e total», disse. Mas segundo o Bispo diocesano «essa paixão por Cristo e pela Igreja era acompanhada por outra paixão: a paixão humanidade, pelo homens e mulheres de hoje, pelas crianças e jovens». «Por isso era muito fácil, para nós, ver nele um testemunho vivo da presença de Cristo», concluiu o Bispo do Algarve. Sobre a «força que brotava do seu coração», D. Manuel Quintas garante que «entusiasmava tudo e todos». «Particularmente agora, nos últimos anos da sua vida, como foi eloquente a sua mensagem para os idosos e para os doentes. Quanta gente encontrou força nas suas limitações, na sua doença, na sua velhice, ao contemplar o vigor que levava a fragilidade do Papa João Paulo II», afirmou. Recordando a expressão que João Paulo II tantas vezes dirigiu aos jovens, o Bispo do Algarve interpelou os presentes: «Não tenhais medo de ser diferentes». «Por vezes temos medo de viver a nossa fé e de a testemunhar. Vivemos com superficialidade o nosso próprio Baptismo. Escutemos hoje o grito deste Papa no modo como vivemos a nossa vida, como vivemos o amor, como nos situamos face aos bens. Não tenhais medo de ser santos, ainda que isso custe». Por fim, o Prelado manifestou um desejo, apelando aos fiéis que «não tenham medo de seguir Cristo à imagem do Papa João Paulo II». «Espero que esta vigília de oração constitua para nós um apelo muito grande à verdade da fé, à autenticidade do nosso testemunho». «E sobretudo esta verdade grande e profunda que devemos encontrar na nossa vida, de não nos dispensarmos de cultivar a oração, a escuta da Palavra de Deus e de vivermos nossa fé inseridos numa comunidade», disse. A terminar a celebração que tornou presente, através das leituras proferidas pelos jovens e das projecções apresentadas, a caminhada feita com a juventude em 20 anos de Jornadas Mundiais de Juventude, o Bispo diocesano apelou a que as comunidades cristãs invocassem o Espírito Santo para que assista o Colégio dos Cardeais que vão reunir para escolher o sucessor de Pedro e do Papa João Paulo II. D. Manuel Quintas convidou ainda os presentes para que estejam presentes na Vigília de Oração pela Vocações do próximo sábado, dia 16 de Abril, na Sé Catedral. [ver coluna em foco] No final da Vigília de Oração os sinos da igreja de São Pedro tocaram em sinal de acção de graças.