Segundo o padre Carlos de Aquino, assistente do Sector Diocesano da Pastoral Juvenil, o grupo viveu a semana “unido em espírito de peregrinação”. O sacerdote destaca como os momentos mais significativos vividos na paróquia de acolhimento a participação nas catequeses diárias, que “foram profundas”. Sobre os aspectos menos positivos desta JMJ e que foram muitos, o padre Carlos de Aquino sublinha “alguns problemas organizativos gravíssimos”, como a “falta de comida, de transportes e de controlo”, sentidos directamente também por alguns grupos de algarvios. O responsável do grupo algarvio indentifica o problema e defende que se deveu a um erro na previsão do número de participantes.Os alemães esperavam 500 mil participantes, refere. Como exemplo da desorganização fica a imagem dos sacos com os fundos recolhidos no peditório na Eucaristia de Encerramento abandonados no campo, dentro de uma caixa de grades, mas a que qualquer pessoa mal-intencionada conseguiria ter acesso. “Contudo, – testemunhou –, também estas falhas serviram vermos como Deus é providente, pois mesmo alguns grupos tendo ficado privados destes serviços, os restantes disponibilizaram-se logo a partilhar”. Logo na chegada a Colónia, o grupo que se deslocou de avião, constatou com admiração que alguma da sua bagagem tinha seguido com destino a Londres, depois da paragem em Madrid. Os percalços com os algarvios não ficariam por aqui, pois para o encerramento da JMJ, o espaço que a organização alemã lhes tinha destinado em Marienfeld foi indevidamente ocupado por outro grupo, tendo os jovens do Algarve ficado instalados numa área muito mais distante do altar.