O padre Jorge Castela, director do Secretariado da Pastoral Juvenil da diocese da Guarda que organiza a iniciativa, falou ao Programa Ecclesia dos “vários parceiros” que ajudaram a construir “este encontro com Deus e com os outros”, para mostrar a diversidade que existe na Igreja e fazer com que a animação seja maior, envolvendo diversos elementos da Igreja no nosso País. Os jovens puderam participar no Festival Solidário, doando sangue, dado que estava no recinto uma Brigada de Recolha de Sangue do Centro Regional de Sangue de Coimbra. A organização incluiu ainda uma série de actividades radicais, “entre amigos que têm os mesmos ideais, que pertencem à mesma fé”. A discoteca de sons cristãos foi uma das grandes novidades deste ano, passando da música cantada para a dança, nos mesmos modelos de inspiração cristã. Foi mesmo a música de marca cristã que levou à criação deste Festival, embora não se tenha pensado que se pudesse “chegar tão longe”, admitindo que já se está a criar “uma certa marca”. “Como espaço que é interessante, que chega junto dos jovens, e que consegue transportar um a mensagem que é verdadeira em todos os tempos, numa linguagem muito moderno, penso que isto é de facto excepcional. Seria necessário qualificar melhor estes espaços e fazer com que tenham uma presença da Igreja que não seja apenas de gratuidade”, assinala. O padre Jorge Castela acredita que “podemos ir mais longe”, tendo em conta os meios que a Igreja possui, bastando “arriscar um pouquinho”. “Este espaço é algo nacional, mas feito na simplicidade de uma diocese do interior (Guarda), que se calhar não tem recursos que outras dioceses têm”, acrescenta, esperando que seja possível que “o Festival Jota tenha ainda maior proporção”. A primeira noite de concertos abriu com a anfitriã Banda Jota, seguindo-se o sacerdote espanhol roqueiro Don José que, com a contagiante energia dos seus 50 anos, desafiou os mais jovens a conseguir acompanhar a sua movimentação em palco. A noite foi ainda abrilhantada pela presença dos Simplus, com a sua sonoridade acústica, e do padre João Paulo Vaz. A fechar o primeiro dia de Festival, a capela do Paúl recebeu a espanhola Bea para uma noite de oração marcada pelos sons da sua guitarra acústica e da percussão conseguida a partir dos mais variados instrumentos e objectos. No segundo dia subiram ao palco os Terceira Margem, os Kyrios, os evangélicos Sopro de Vida e Coração Profético, estes últimos que acabariam mesmo por conseguir levar o público presente ao rubro através do seu rock cristão. A noite, tal como no primeiro dia, terminaria na capela local, com o concerto de oração de Claudine Pinheiro que através da sua voz cristalina propicia a reflexão e interiorização espiritual. A grande ausência desta segunda edição foi mesmo a da brasileira Adrielle Lopes que, contrariamente ao divulgado pela organização, acabou por não conseguir realizar a sua deslocação a Portugal. A participação algarvia no Festival Jota foi ainda abrilhantada pela actuação do grupo Cantando a Palavra, da paróquia de São Pedro de Faro, no espaço “O Teu Palco” destinado a promover bandas que começam a dar os primeiros passos no contexto musical cristão. Mais fotos na Galeria de Imagens