A irmã Beatriz Santos explicou à FOLHA DO DOMINGO que foram muito bem acolhidas pela população local, mas a adesão àquelas reuniões com famílias e grupos de vizinhos, orientadas por quatro animadores da comunidade, para reflexão sobre determinados temas, não foi muito significativa. “Convidámo-los a todos, mas apareceram praticamente só os que já fazem parte da Igreja”, elucidou, acrescentando que a inauguração já foi mais participada. No entanto, a consagrada reconhece que “o povo ficou animado”, tendo as três assembleias reunido 35 pessoas, número que duplicou na última assembleia, realizada para todas as famílias na quarta-feira, dia 20, na capela, onde foi celebrada a Eucaristia com bênção das mães grávidas e das crianças. As carmelitas missionárias ajudaram ainda à preparação de acólitos, visitaram doentes, o mercado e a escola EB 1 local. A religiosa considera que “houve uma certa movimentação”, até porque aconteceram “autênticos milagres”. “Houve gente que se voltou a confessar depois de 40 anos. Deus está passando por aqui”, concretiza. A irmã Leonor Bernardino realçou como “muito positiva a atitude receptiva das pessoas a tudo o que foi proposto”. “Vê-se que têm desejo de crescer e uma enorme alegria por fazer comunidade”, salientou O padre José Manuel Pacheco, na Eucaristia de inauguração do novo templo do passado sábado, que marcou também o encerramento da Semana Missionária, considerou que as duas consagradas “foram instrumentos de Deus” e agradeceu o seu trabalho. No final, a comunidade ofereceu um ramo de flores às duas.