Sexta-feira 23 de Agosto de 2019
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Análise à Mensagem do Santo Padre para a Quaresma de 2005

Na Quaresma, é-nos indicado um percurso espiritual que nos prepara para viver o grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, mediante, sobretudo, a escuta mais assídua da palavra de Deus e a prática generosa da mortificação, que nos aproximam mais do próximo necessitado, para o ajudar. “Este ano, desejo propor-vos, caríssimos irmãos e irmãs, um tema, expresso nos versículos do Deuteronómio, que nunca foi tão actual como é hoje: «Deus é a tua vida e prolongará os teus dias.» (Deut. 30,20) … A fidelidade a este convite, dirigido por Moisés ao povo, constituiu, para Israel, a garantia de viver na terra que o Senhor jurou dar aos seus antepassados Abraão, Isaac e Jacob. Alcançar a idade madura, na visão bíblica, é sinal de benevolência abençoada do Altíssimo. Desta forma a longevidade apresenta-se como um especial dom divino.” Com estas bases bíblicas, o Santo Padre, desenvolve um discurso, todo impregnado de profundo carinho e grande respeito pelos idosos e, também, de muito apreço pela forte contribuição que eles podem dar à sociedade. Por isso, o Santo Padre, continua:“Gostaria de vos convidar a reflectir sobre este tema, durante a Quaresma, para aprofundar, nas consciências, o grande papel que os idosos são chamados a desempenhar na sociedade e na Igreja, e, deste modo, dispor, o coração, para o acolhimento amoroso que lhes deveis, sempre, reservar. Na sociedade de hoje, graças ao contributo da ciência e da medicina, assiste-se a um prolongamento da vida humana e a um consequente incremento do número de anciãos. Isto exige que se dedique uma atenção muito especial ao mundo da chamada «terceira idade», para ajudar os idosos a viver, plenamente, as suas capacidades, pondo-as ao serviço da comunidade. A assistência aos idosos, sobretudo quando passam por momentos difíceis, deve ser preocupação dos fiéis, especialmente nas Comunidades eclesiais das sociedades ocidentais, o­nde o problema está particularmente presente.” … “É preciso fazer crescer, na opinião pública, a consciência de que os anciãos constituem um recurso que deve ser valorizado,”… Por fim o Papa conclui: “Caríssimos Irmãos e Irmãs; durante a Quaresma, ajudados pela Palavra de Deus, reflictamos na importância de cada Comunidade acompanhar, com uma compreensão amorosa, todos os que envelhecem. Além disso, é necessário habituar-se a pensar, com confiança, no mistério da morte, para que o encontro definitivo com Deus se realize num clima de paz interior, conscientes de que, quem nos acolhe é aquele que nos «formou no seio materno» (Sl. 139, 13) e nos “constituiu à Sua imagem e semelhança» (Gén. 1, 26) O documento papal termina com uma prece à “Virgem Maria, nossa guia no itinerário quaresmal”, para que os anciãos cheguem a um conhecimento, cada vez mais profundo, de Cristo morto e ressuscitado, que é a razão derradeira da nossa existência. …Que ela interceda, por todos nós, agora e na hora da nossa morte”. Felizmente, a Igreja cumpre, em Portugal, mais ou menos bem, esta orientação pontifícia. De facto, a maior parte dos idosos, em Portugal – as próprias entidades governamentais, ligadas ao sector, o afirmam – está abrigada em instituições da Igreja ou funcionam sob a sua orientação. Falta, no entanto, aproveitar e promover, no nosso País, o exercício pleno das capacidades dos idosos, pondo-as ao serviço da Comunidade, para a sua própria realização pessoal, física e psíquica e para o bem-estar de todos nós.

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