Estes encontros, inseridos no âmbito de um conjunto de iniciativas que visa dignificar e promover o trabalho desenvolvido pelos responsáveis pela formação dos grupos de jovens paroquiais, surgem na sequência de um levantamento da realidade existente na Igreja algarvia ao nível da formação da juventude, ultimado no primeiro trimestre do presente ano pastoral de 2007-2008, através de um inquérito, para se tentar perceber quais as comunidades paroquiais com grupos de jovens organizados, quais os animadores responsáveis por esses grupos, e onde não existem grupos organizados quais os elementos que poderão ser promotores desse trabalho. Da parte da manhã foi apresentada uma reflexão sobre “A Igreja” e depois do almoço abordado o tema de “O Animador”, havendo pelo meio um tempo de trabalho de grupo e de partilha. Em Loulé, onde participaram 20 elementos, oriundos das paróquias de Albufeira, Almancil, Estoi, Ferreiras, Guia, Loulé, Paderne, Quarteira, São Brás de Alportel e Silves, as reflexões foram apresentadas pelo padre Carlos de Aquino, assistente do SDPJ. O sacerdote destacou a necessidade de criar e formar responsáveis para a animação dos grupos e à formação dos jovens e considerou “impossível fazer um trabalho estrutural” sem animadores. Na sua intervenção sobre a Igreja procurou fazer uma identificação da realidade juvenil, alertou para a necessidade do trabalho com a juventude levar à descoberta de Cristo e deixou claro a impossibilidade de se fazer uma “experiência profunda de Jesus Cristo” sem ser na família que é a Igreja. O padre Carlos de Aquino alertou para uma excessiva preocupação com as estruturas e referiu-se à imagem da Igreja que é tida pela sociedade e pelo mundo. Lamentou a pouca abertura da Igreja ao mundo, criticou a sua escassa preocupação missionária e advertiu para os ricos da dessacralização da Igreja sob o pretexto da sua modernização. Sobre o animador, elemento que considerou ser a “alma no contexto do grupo”, o sacerdote lembrou que deve ser “aquele que sabe dar as razões da fé, que sabe analisar as questões, que estuda os problemas e identifica as causas”. “É um educador”, concluiu. O padre Carlos de Aquino classificou o animador como um “agente evangelizador e de evangelização” que é “testemunha viva” e que age em nome da Igreja. A evangelização, o culto e a caridade foram as dimensões que considerou dever estar presentes na missão daqueles agentes de pastoral. No final do encontro de Loulé e Tavira, este último com 6 participantes, vindos das paróquias de Azinhal, Cachopo, Luz de Tavira e Tavira, foram dadas as informações relativas às principais actividades agendadas para este ano no âmbito daquele sector da pastoral. Assim, estes encontros vicariais marcaram o arranque do trabalho que a este nível se pretende realizar este ano, sendo que o SDPJ pretende “criar o ministério do animador juvenil, promovendo o seu chamamento e identidade, a sua formação e missão”. A estes primeiros dois encontros seguir-se-ão, no próximo sábado, dia 26 deste mês, os segundos para as vigararias de Faro e Portimão, a terem lugar respectivamente nas instalações do CEFLA, em Faro, e no salão paroquial de Santo André da Penina, em Alvor. Esta primeira fase do trabalho com os animadores de jovens terá depois continuidade com a realização de um programa paralelo específico para aqueles agentes de pastoral inserido na Jornada Diocesana da Juventude no dia 15 de Março, em Faro, e com a realização do Curso de Formação de Animadores de Jovens, cujo primeiro módulo se realizará nos dias 5 e 6 de Abril deste ano.