Para além da igreja, propriamente dita, o espaço adquirido pela paróquia de Quelfes contempla ainda um salão, seis salas para catequese e reuniões diversas e um logradouro com 3 metros ao longo das traseiras do edifício. Anteriormente, a comunidade do Siroco celebrava a Eucaristia, a poucos metros dali, na cave de um edifício, adquirida e adaptada para o efeito, que servia simultaneamente para a realização da catequese e de reuniões. D. Manuel Quintas apreciou o trabalho feito na recuperação do espaço, destacando os elementos mais importantes de uma igreja. “Num espaço como este salienta-se o lugar onde se proclama a Palavra de Deus – o ambão –, o altar, que nos recorda a Última Ceia quando Jesus instituiu a Eucaristia, e o sacrário, onde guardamos a reserva eucarística”, concretizou, sublinhando que estes “são os elementos centrais para quem quer caminhar, fortalecer-se e crescer na fé”. O Bispo diocesano lembrou, a propósito, que “proclamar a Palavra é proclamar e escutar a própria Pessoa de Cristo”. “Devemos escutá-la reunidos como assembleia e como povo de Deus. Se já é bom escutarmos e alimentarmo-nos da Palavra, mais importante é ainda alimentarmo-nos da Eucaristia se pudermos e estivermos preparados”, defendeu, lembrando à numerosa assembleia presente que a participação na Eucaristia permite o regresso à vida com renovada esperança. “Reunimo-nos em assembleia eucarística para regressarmos à vida com mais força, vigor e entusiasmo porque levamos Cristo connosco”, disse. D. Manuel Quintas considerou que inaugurar um espaço como aquele “é motivo de alegria para todos, mas, ao mesmo tempo, é abrir aos outros o coração, a partir da Palavra escutada da Eucaristia”. Congratulando-se com o facto de o novo equipamento ter “condições para as crianças, jovens e idosos, para encontros e convívios”, o Prelado deixou um apelo. “É necessário usá-lo bem, promovendo iniciativas que nos ajudem a aproximarmo-nos uns dos outros e de Deus”, pediu. D. Manuel Quintas incitou ainda os membros daquela comunidade a não se contentarem com a participação na Eucaristia dominical. “Precisamos também encontrar disponibilidade para aprofundarmos a fé e para crescermos como comunidade”, exortando os presentes a aderir sempre que há qualquer proposta de aprofundamento da fé, de convívio ou de encontro. A concluir, D. Manuel Quintas, constatando a existência agora de espaços para convívio, solicitou que no espaço reservado à celebração do culto, onde está presente o Santíssimo Sacramento, se privilegiasse muito a oração e o silêncio a seguir à Eucaristia. O pároco local, padre Jorge Carvalho, explicou que a recuperação do espaço foi um “trabalho árduo” que contou com a ajuda de “muitas pessoas” e também da Câmara de Olhão que contribuiu com 20 mil euros. Actualmente a dívida da obra representa ainda 105 mil euros, mas o sacerdote manifestou confiança em Deus, na autarquia e nos particulares. O prior reconheceu que as obras realizadas foram mais significativas no espaço da igreja e que houve ainda a oferta de materiais, para além do apoio da diocese do Algarve numa obra que, conjuntamente com a aquisição do primeiro espaço na cave de um edifício na mesma rua, constituiu um investimento que ascendeu aos 150 mil euros. O sacerdote deixou ainda a promessa de não fazer mais obras nos próximos tempos. “Tenho de me dedicar mais à pastoral”, reconheceu, sublinhando que a importância da construção da verdadeira Igreja. “A Igreja somos nós todos, não é um edifício de pedra, pois em qualquer lado podemo-nos reunir”, observou. Para além da bênção da água e da aspersão da assembleia e do templo, após a oração dos fiéis o presidente da celebração procedeu então à bênção do altar através da sua incensação. Mais fotos na Galeria de Imagens