Este pensamento, tristemente belo, é da saudosa poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, que além de uma grande Senhora da literatura portuguêsa do século XX, foi desde muito jovem uma resistente à ditadura, tendo sido depois do 25 de Abril, eleita deputada à Assembleia Constituinte. Realmente é impressionante contemplar os corpos retalhados dos bebés, mas mais chocante ainda é olhar para as expressões faciais, para os rostos das vítimas do aborto, expressões de espanto, de estupefacção, como que a perguntar PORQUÊ? O que é se passa? O que é me está acontecer? O que é me estão a fazer? Expressões bem reveladoras de que eles sentem e sofrem na carne, como qualquer um de nós sentiria, as raspagens, aspirações e outras sevícias que mãos de aço e corações de pedra, não hesitam em lhes inflingir. A este propósito ouvi num debate em que participei numa rádio local, uma senhora defender que tais sofrimentos poderiam ser evitados, pois agora existiria uma “solução química”. Estremeci, só de ouvir a expressão, pois se bem lembro, “solução química” foram as câmaras de gaz que os criminosos nazis adoptaram para levarem a cabo o genocídio do povo Judeu, a que chamaram exactamente “solução final”! Esta gente nem se dá conta das barbaridades que diz e depois fica chocada quando são comparados àqueles que no passado cometeram crimes contra a humanidade! Há anos esteve em Portugal o Professor Bernard Nathanson, médico norte-americano e um dos principais promotores da liberalização do aborto nos Estados Unidos da América. Fui ouvi-lo na Conferência que proferiu no Ateneu Comercial do Porto. Nunca mais me esqueci do seu depoimento. Lembro-me dele se confessar arrependido e destroçado pela prática pessoal, como médico, de dezenas de milhares de abortos! Lembro-me dele ter confessado que todas as sondagens, que todos os números de abortos clandestinos e outras cifras que apresentava para convencer os governantes a legalizarem o aborto, serem números fictícios, números falsos, inventados por ele e pelos seus colaboradores, números altamente inflaccionados para poderem atingir o efeito pretendido: Impressionar a opinião pública! Finalmente recordo-me de o ouvir contar que uma das muitas coisas que fez, para convencer a opinião pública a aderir às teses abortistas, foi pôr em causa que a vida humana tem o seu início no momento da concepção; foi questionar a existência de vida no embrião. Tudo isto e muito mais fez o Professor Bernard Nathanson, até ao dia em que com recurso às novas tecnologias, nomeadamente através das ecografias, ele pôde estudar, analisar e ver o feto directamente no útero da mãe. A partir daí tornou-se para ele impossível continuar a negar que a vida humana tem o seu início no momento da concepção; tornou-se para ele evidente que o aborto é pura e simplesmente a destruição de uma vida humana. O testemunho autorizado deste homem amargamente arrependido, desmascara todas as mentiras repetidas até à exaustão pelos abortistas, para convenceram os portuguêses a votarem favoravelmente as suas propostas. Mas não! Nós não nos deixaremos enganar e no próximo dia 11 de Fevereiro, tal como no histórico dia 28 de Junho de 1998 – um dos mais belos dias da história de Portugal – nós vamos mais uma vez votar não ao aborto, porque não concordamos com a matança dos inocentes, seja ela legal ou clandestina. O nosso voto vai ser pelo direito de nascer, por isso o nosso voto só pode ser «NÃO»!