Assim, como havia sido programado, o assistente nacional, encontrou-se com os dirigentes da Região no passado dia 24 de Janeiro, durante toda a manhã, tendo-se iniciado o encontro pelas 9.30 horas, no Centro Pastoral de Ferragudo. O encontro, programado pelo assistente nacional, teve início com a oração da manhã, à qual se seguiu a apresentação de todos os presentes neste encontro, estando representados 16 agrupamentos representados em cerca de 70 dirigentes da região. O assistente nacional apresentou a todos os presentes um olhar sobre a relação do escutismo com a dimensão espiritual e cristã, em três pontos inseparáveis da actividade escutista: “Escutismo e Espiritualidade”, alertando aqui que “hoje há tendência para pensar que qualquer coisa é espiritualidade”; tendo frisado, a partir de excertos de textos deixados por Baden-Powell que “o escutismo tem presente em toda a sua actividade uma profunda componente espiritual e que a espiritualidade abrange toda a sua actividade”, acrescentando ainda que “esta espiritualidade é de características fortemente cristãs”. Num segundo ponto abordou o tema “Escutismo e Religião” e deixou claro que qualquer tipo ou manifestação escutismo que exista, a partir do que foi deixado como orientação do seu fundador, tem sempre como característica inerente a pertença a uma Religião e que “não há escutismo sem religião”, pois “para alcançar a educação e desenvolvimento integrais dos jovens é indispensável a Religião e o contacto com Deus que abrange a dimensão interior do ser humano”. Num terceiro ponto apresentou o “Escutismo e fé cristã”, onde, antes de mais ressalvou que a fé e a espiritualidade do fundador implícitas nos textos e palestras deixados “eram profundamente cristã”. Assim, partilhou com os presentes que no escutismo, na sua base educacional, moral, humana, entre outros é está a verdade da fé cristã, porque “o CNE nasce do interesse do Arcebispo de Braga que, ao ver a utilidade e bom serviço do escutismo católico italiano aos jovens e à evangelização, o quis trazer para Portugal e adoptá-lo como método de educação dos jovens e meio de evangelização aos mesmos”. Após estes três pontos da sua apresentação, falou aos dirigentes acerca da “Animação da ou pela Fé” nos Agrupamentos locais, apresentando o que as orientações e regulamentos do CNE e do Escutismo dizem a respeito deste assunto reforçando fortemente que “o escutismo e os agrupamentos em concreto fazem parte da comunidade paroquial na qual devem estar inseridos e servir”; referindo ainda que “os dirigentes devem preocupar-se e procurar saber como vai a caminhada de fé do elementos além de procurar ajudá-los mesmo pelo que ensinam e pelo exemplo que dão”. Abordou mesmo as questões sacramentais para as quais todos devem caminhar e todos devem celebrar, elementos e dirigentes, e que devem fazer parte das actividades: “a fé e a vida cristã bem como a animação da fé não podem ser estanques ou compartimentadas, mas devem abranger toda a vida escutista e estar presente nas actividades”. Após esta exposição do assistente nacional, teve lugar um tempo de questões e esclarecimentos. Muitas foram as questões e dúvidas colocadas pelos dirigentes, às quais muito abertamente o assistente nacional procurou responder; estas passaram pela relação Agrupamentos e Catequese; o papel e colaboração ou desinteresse das famílias pela vida escutista e cristã dos elementos; a admissão de adultos e novos dirigentes ao CNE e seus requisitos; a função e a presença do assistente num agrupamento; a mobilidade dos jovens e as comunidades paroquiais de residência; entre outros assuntos. Além dos dirigentes acima indicados e do assistente nacional, estavam também presentes o chefe nacional do CNE, Carlos Alberto Pereira, o chefe nacional do Departamento de Justiça, David Ribeiro, a Junta Regional do Algarve, nas pessoas do chefe regional, Edgar Correia, da chefe regional adjunta, Filomena Correia, e da secretária regional para a Expansão, Rosalinda Lourenço; estiveram também presentes neste encontro o assistente Regional, padre Domingos Fernandes, e os dois assistentes regionais adjuntos, padres José Manuel e diácono António de Freitas.