O programa do dia começou, pelas 15.30 horas, com a celebração da Eucaristia presidida por D. Manuel Neto Quintas e concelebrada pelo cónego Gilberto Santos, pelo pároco local, padre Jorge Carvalho e pelo padre Alberto Teixeira, pároco da vizinha comunidade de Moncarapacho. Na Celebração Eucarística, que teve também como objectivo «louvar o Senhor pela nova estrutura, tendo presentes todos os que, de diferentes formas, contribuiram para a sua construção», o Bispo diocesano sublinhou na homilia que «a mais valia que significa para Quelfes a inauguração do Centro Paroquial, prende-se com o aprofundamento da fé e o encontrar razões da esperança». «Será um espaço o­nde todos vão ter oportunidade de se encontrar, de aprofundar a própria fé, de cultivar a amizade e de crescer juntos», afirmou D. Manuel Quintas. Terminada a Eucaristia, seguiu-se a celebração de bênção e inauguração do novo espaço. Já no salão paroquial, junto à lápide que mais tarde iria ser descerrada, alguns jovens, membros do agrupamento local do CNE – Corpo Nacional de Escutas, homenagearam, em nome de todos os paroquianos e de forma simbólica, o pároco «pelo esforço e dedicação que tem doado à paróquia». O sacerdote recebeu então uma placa que posteriormente, colocada na parede da nova infraestrutura, ficará a testemunhar a gratidão de todos os membros da comunidade. Após a bênção, o descerramento da lápide de inauguração e uma breve visita ao novo Centro Paroquial, seguiram-se as intervenções das entidades presentes. O padre Jorge Carvalho salientou o esforço feito pela comunidade para a realização de um projecto, iniciado em 2000 pelo então pároco, padre Luís Gonzaga, e «há muito anos» sonhado por todos. «Para uma paróquia pequena foi uma obra difícil, sob o ponto de vista financeiro», advertiu, acrescentado que «mesmo com a ajuda da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR), da Câmara Municipal de Olhão e também de muitos particulares, ainda faltam pagar 70 mil euros». «Precisamos da vossa ajuda e sei que posso contar com ela», apelou aos paroquianos, mas não esquecendo também as entidades presentes. Recorde-se que a CCDR e a autarquia, contribuiram respectivamente com 68 e 15 mil euros. O presidente da edilidade olhanense, Francisco Leal, procurando descansar o pároco de Quelfes, depois de lhe agradecer «por ter metido mãos-à-obra», garantiu que «o dinheiro arranjar-se-á». «Com a ajuda de todos conseguiremos resolver este problema e naturalmente que também a Câmara irá ver se, no fundo do cofre, há mais algum dinheiro para ajudar a resolver os problemas financeiros, uma vez que esta é uma obra de todos e todos temos responsabilidades», afirmou o autarca. «Nós vamos concerteza dar alguma ajuda, mas é preciso que os habitantes de Quelfes também contribuam», confirmou. Em declarações à Folha do Domingo, Francisco Leal concretizou que a Câmara irá «minimizar» a dívida, não querendo avançar com o valor do finaciamento. «Vou propor à Câmara que reforce a verba que já foi atribuida, uma vez que acabo de verificar que a obra é de grande importância e interesse para a freguesia de Quelfes e para o concelho de Olhão», garantiu. Por último, o Prelado diocesano agradeceu à comunidade paroquial. «Sempre que uma comunidade se une para realizar um projecto destes, é sinal que está viva, que quer crescer mais e que vive a esperança, pensando nas gerações vindouras», disse, garantido que «tudo aquilo que as entidades fizeram no sentido de responder às necessidades das populações será bem aproveitado». «Hoje, visitando estas instalações certamente concluistes que valeu a pena, o pouco ou o muito, que pusestes à disposição de todos. O importante é colocarmos o pouco ou o muito ao serviço de todos e Deus multiplicá-lo-á», garantiu D. Manuel Quintas aos presentes.