Aos doentes que, conjuntamente com algum pessoal técnico hospitalar e outras pessoas, participaram na celebração, o Bispo diocesano começou por sublinhar que “a realidade do sofrimento e da doença que faz parte da natureza humana”. Com base nas leituras que a Igreja propôs para o segundo domingo da Quaresma e na mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente, D. Manuel Quintas exortou os presentes a, ajudados pelas figuras de Abraão e de Maria, “entenderem as situações de finitude, para as quais não se encontra resposta, mesmo do ponto de vista científico e médico”. “Embora sabendo que a doença faz parte da nossa vida, – e sendo evidente que não nos podemos conformar, mas antes empregar todos os esforços no sentido de ultrapassar essas limitações, – constatamos que transpomos umas dificuldades e surgem logo outras. Sabemos como está muito longínqua ainda a cura para certas doenças, para as quais já se está, felizmente, a investir muito, e a Palavra de Deus ajuda-nos a dar um sentido novo, redentor e positivo a essas situações”, frisou o Prelado, desejando que, “todos aqueles que, sofrendo fisicamente ou de outra maneira não encontram resposta para essas situações, possam, na Palavra de Deus, na presença, protecção e amparo de Maria nas suas vidas, acolher Cristo”. D. Manuel Quintas destacou ainda a importância do acontecimento da transfiguração de Jesus, narrado no Evangelho. “Este episódio pretende também ajudar-nos a compreender que a vida só tem sentido quando a vivemos, fazendo dela um dom para os outros”, concluiu. Depois da celebração, que contou igualmente com a presença do diácono Rogério Egídio, assistente espiritual do Hospital Central de Faro, D. Manuel Neto Quintas não pôde realizar a habitual visita aos doentes internados naquela unidade de saúde, visto ter de se deslocar para Évora a fim de participar na celebração de tomada de posse do novo Arcebispo daquela diocese.