Para a comunidade cristã local, o dia da inauguração da tão esperada igreja reveste-se de uma importância ímpar, pois passarão a poder contar com uma infraestrutura pastoral que em parte também foi construída graças à sua generosidade e colaboração. Depois de assinado, em 25 de Março de 2000, o protocolo entre a diocese do Algarve e Câmara Municipal de Castro Marim que estabelecia o financiamento de verbas para construção da nova igreja, só em Outubro de 2002 é que a obra foi finalmente iniciada. A construção da infraestrutura contemplou quatro fases distintas mas segundo o actual pároco, o padre Marclino de Freitas, «o financiamento garantido pela autarquia não chegou para terminar a primeira fase». De acordo com o sacerdote, «as obras de construção dos alicerces e estrutura da nova igreja importaram em 675 mil euros e a totalidade da verba atribuída pela edilidade não ultrapassou os 500 mil euros». No entanto, garante ainda o padre Marcelino de Freitas, a segunda e terceira fases, que contemplaram respectivamente a edificação do salão paroquial e das salas de catequese e da residência paroquial e das duas casas mortuárias, «contaram com o apoio da população». «Todos os construtores civis de Altura, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Monte Gordo ofereceram materiais de construção para a obra e também alguns operadores turísticos da zona contribuiram», afirma. Foi ainda promovida, pelos membros da comunidade, uma campanha para aquisição dos bancos da igreja, sendo que «as pessoas associaram-se em grupos para que cada um conseguisse angariar 500 euros», valor de cada assento. A última fase da obra foi a edificação da nave da igreja, construção que custou cerca de 170 mil euros. Apesar de ainda não conseguir contabilizar o valor total da construção, o padre Marcelino de Freitas assegura que 70 por cento do seu custo está já liquidado. Para o pároco, «a nova igreja vai sobretudo ajudar as comunidades vizinhas de Monte Gordo e Manta Rota, uma vez que as pessoas dessas localidades deixarão de ter o incómodo de fazer grandes deslocações para poder participar na Eucaristia».